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Demo, Cassete Limitada a 111 Exemplares!

O primeiro trabalho de Irae... Que por coincidência foi também o primeiro que ouvi, não em 2003 claro, mas uns anos mais tarde.
Não sou um incondicional fã de Irae, mas é uma obrigação reconhecer que tem faixas de extrema qualidade.
Desde esta primeira demo, tenho sempre procurado mais lançamentos do projecto, e não me tenho desiludido. Mais de Irae será revisto de futuro.

É até bastante nostálgico voltar a ouvir a primeira Demo, depois de uns bons tempos... A intensidade da primeira faixa ''Death to Humanity'' continua a mesma... Forte, extrema e com uma sonoridade incrível. O segredo? Nenhum, apenas algumas notas do baixo, muito bem acertadas!!! Não passam definitivamente de lado, nem na primeira faixa, nem em todas as outras. Um elemento chave para a qualidade do lançamento.
Vinte minutos de profanação audível, com guitarras que tentam ser inquietas e muito pouco repetitivas. Uma bateria sempre bem nivelada, bem na linha do baixo! Tudo isto junto com a boa qualidade sonora, fazem desta Demo, um excelente inicio de projecto. Um inicio bem melhor que muitos outros lançamentos mais recentes de Irae...
Apesar de pequena, a demo tem bastante qualidade, até na tiragem. Simples, e de qualidade profissional.
Um dos melhores trabalhos de Irae, sem a menor dúvida!!!

Funeral Fog (Canadá) - Under The Black Veil [2004]

Posted by Moor On quinta-feira, março 24, 2011 0 comentários Categories: , ,






Versão normal, em CD!

Mais um excelente lançamento que vagueia pelas lojas Online, e que me cativou à mais ao menos três anos. Decidi dar uma oportunidade e encomendei de uma Mail List nacional, até bem conhecida.
Os Canadianos Funeral Fog surpreenderam-me pela positiva logo no primeiro momento em que ouvi o álbum, e agora passado uns valentes anos, posso continuar a dizer que é mesmo um excelente álbum. Infelizmente deles (para já) é o único que tenho... Já me deparei com o segundo e último álbum em diversos site's, será uma aquisição para futuro!

Mas para já, só mesmo este ''Under The Black Veil'', que está recheado de óptimos momentos. Todo o álbum apresenta uma boa conjugação instrumental, mas fico sempre com uma impressão de que a voz está deslocada de todo o som... Não que seja má de todo, mas apenas parece não pertencer ao enquadramento sonoro. Tenho essa sensação de que outra voz ficaria ainda melhor... Tudo porque a parte instrumental é realmente muito boa. Constituída por sons limpos e acertados, apesar de fortes, muito pouco intensos. Intensa é a voz, demorada e rasgada em cada faixa. Letras que se afundam noutros tempos, míticos e escuros... Por alguma razão cobertos de sangue! Há inúmeras referencias a sangue... Sendo a maior e mais engraçada a da quinta faixa que se dá pelo nome do álbum, e fala sobre a condensa Báthory e a sua sede pela imortalidade banhada a sangue.
O grande elemento como em muitos outros é mesmo a guitarra, que faz todas as faixas ganharem um gostinho próprio, dando-lhes assim uma marca registada. A bateria muito bem alinhada, sempre certa. Um projecto extremamente profissional que infelizmente terminou, mas depois deste álbum é impossível não acreditar num possível futuro cheio de bons aspectos para o grupo! Infelizmente isso já não é possível, mas deixaram este marco, que é extremamente aconselhado a todos os fãs de Black Metal, simples e de qualidade.

Esta minha versão é a de 2004, re-lançada pela ''Eclipse Production'', e incluí uma faixa bónus. Uma cover muito bem desempenhada de Burzum, do tema ''Ea, Lord ofthe Depths''.




Split, Cassete. Tiragem sem Limite.

No que toca a lançamentos Portugueses, e ainda mais em Cassete, vou tentando postar sob ordem de aquisição, salvo erro em algum caso.
Esta, não é muito diferente, lançamento de 2008, ano em que por cá veio parar. Este Split reúne temas relativos ao ano de 2004 por parte de Irae, e de 2007 por parte de Acceptus Noctifer.
Não é um lançamento raro, mas tendo em conta o formato, foge sempre à regularidade com que este aparece.
Na qualidade sonora, e falando de qualidade este é sem dúvida um excelente exemplo, dos poucos que me deram gosto e admiração pelo formato. Nota-se que é uma produção com boa qualidade, e nada bate isso, a não ser a péssima música, o que neste exemplo também não acontece.

Irae é sempre Irae, por onde quer que o vejamos, por onde quer que tentemos dar a volta à situação, será sempre baseado num som agressivo, mesquinho e num âmbito diabólico. Esta é a essência de Irae, e tem sido assim desde que conheço o projecto. Esta não foi a primeira vez que os ouvi, e por isso posso afirma-lo. O som para não variar, aproxima-se dessa mesma perspectiva, fazendo das faixas rápidas e recorrentes a uma velocidade partilhada pela bateria e guitarra. Na bateria, nunca vi um país a padecer tanto do mesmo som... Tudo me soa ao mesmo, era até capaz de ir mais longe e afirmar que os das bandas Portugueses que aqui já postei, têm todas o mesmo baterista. Sem qualquer originalidade nas faixas, jogando com duplo pedal e pratos para retirar o ritmo do esquecimento. Isto claro, não só numa faixa, mas em mais do que uma. No fundo, em todas as três faixas. Arrumando com esse pormenor menos positivo, apelo também à excelente passagem do baixo na segunda e melhor faixa de Irae ''Night of Holocaust'', neste Split, que eleva a qualidade da faixa para outro patamar, o da originalidade e criatividade. Tirando esse extra que dá brilho ao trabalho, podia também comentar as lentas e profundas guitarras que se manifestam vezes e vezes de forma muito simples, mas estaria a ir pelo mesmo caminho que fui com a bateria... O que não é verdade em Portugal!
Mas falando em guitarra, e agora sim, digo bem alto que Acceptus Noctifer é um dos melhores actos em Portugal e porquê? Bem, pela mesma razão que Dolentia e Tumulum o são, pela guitarra. Pela incrível criatividade imaginária da guitarra que é sempre um lufar de ar fresco no Black Metal, independentemente de já o termos ouvido vezes e vezes sem conta, a guitarra desenvolve um papel de extrema importância, e é preciso sabe-la acompanhar. Nisso, o projecto sabe o que faz, a bateria está em linha, apesar de -mais uma vez- parecer a mesma que em inúmeros outros projectos Portugueses, é trabalhada de forma lado-a-lado com toda a faixa, e isso faz com que tudo siga uma linhagem diferente.

''Worms Enchantress'' é sem dúvida a grande passagem de todo este Split, faixa de Acceptus Noctifer, e a que mais me surpreendeu. Adquiri este Split por Irae, pois já conhecia e sabia o que esperar, mas acabei e acabo por dar ainda mais valor ao lado de Acceptus Noctifer pela excelente qualidade depositada. No geral são vinte cinco minutos de boa música, com altos e baixos como tudo, mas sem dúvida duas excelentes faixas para o panorama Nacional que parecem ter fugido a muito boa gente!

Barathrum (Finlândia) - Hailstorm & Eerie [1995]

Posted by Moor On quinta-feira, dezembro 09, 2010 0 comentários Categories: , , ,












Versão CD Duplo, lançado em 2003!

Mais uma das minhas tentativas de salvaguardar algum dinheiro... Lançamento duplo de Barathrum, que na altura desconhecia a banda e qualquer outro lançamento!
Se no meu último post, as coisas não eram das mais positivas, aqui o cenário não melhora muito... O Duplo CD é directamente relativo aos dois primeiros lançamentos da banda Finlândesa, ''Hailstorm'' e ''Eerie'', ambos de 1995.

Posso, Devo e Vou avaliar ambos os discos de uma só vez, pois ambos me soam extremamente idênticos, além de que fazem parte do mesmo lançamento!
Apesar de nunca mais ter ouvido nada de Barathrum, acredito que na actualidade façam uso do nome ''Black Metal'', mas nestes tempos, ainda baseavam toda a composição no Doom Metal, que não lhes assenta nada mal... Ambos os lançamentos se baseiam nisso, raramente aparece uma ou outra parte mais pesada -e com pesada, quero sublinhar também alternativa-, mas sempre com a mesma composição Doom que tão bem conhecemos.
Este definitivamente são dois lançamentos que têm uma enorme quantidade de fãns, até porque as notas dadas a estes são a cima da média... Ainda hoje não percebo como tal é possível!
Hailstorm só se diferencia realmente de Earie porque este último é mais 'limpo', isto no que toca a som extras. Hailstorm tem uma quantidade enorme de sons de fundo, que deve ter feito as maravilhas de muita gente, ao tentar dar uma imagem de terror e terrorífica, tão conhecida no Black Metal dos anos 90... Exemplo disso é logo a primeira faixa ''Deep From the Depths''. Já no que toca a Earie, muitos adjuntos foram adicionados, mas em menor quantidade, os temas conseguem também uma sonoridade muito mais limpa!
Hailstorm é muito, mas muito repetitivo, conseguindo o mesmo ritmo calmo até ao final, com uma boa performance do baixo, que vai mantendo algum entusiasmo nos temas! Tudo o resto é muito idêntico... Vozes esganiçadas que se fazem ouvir a uma média muito maior que todo o resto dos componentes... Uma bateria que vai entoando na lentidão e dando até uma intensidade à coisa... No caso de Earie, como referi, o som parece bem mais nivelado e acertado, e existe ainda uma maior actividade na inovação, que parecia faltar no trabalho anterior. Sem grande escapatória, a banda continua com um Doom bem acentuado, mas também mais rápido!
Em ambos os álbuns, a banda parece não querer perdurar o bom trabalho por muito tempo, isso, ou sofrem de mau gosto... Isto, porque há de facto alguns momentos muito bons com passagens que realmente são decentes... No entanto parecem ser estragadas devido a rápidas modificações, que fazem com que o ouvinte continue à procura de outro momento... Que acabará por encontrar e imediatamente lho tiram! Faixas como ''Lord of South and Fire'' ou ''Vampire'', revelam bem essa faceta...
As letras parecem ter sido escritas sobre algumas doses de droga, mas ainda com algum/bastante significado... Tipicamente banais dos anos 90 na 'cena', e sem muito destaque...

''Hailstorm & Eerie'' é um lançamento que hoje, não apostava! Nunca mais cheguei a ouvir outro trabalho da banda, e talvez o faça, para ver se continuam com a mesma linhagem sonora, o que acredito/espero que tenham mudado!
Um disco que rodou muito pouco na minha colecção, por falta de paciência para ouvir a mesma voz a pronunciar palavras em gritos, que realmente dizem muito pouco...

Black Witchery (USA) - Upheaval of Satanic Might [2005]

Posted by Moor On quarta-feira, novembro 24, 2010 0 comentários Categories: , ,








Versão normal, em CD!

Black Witchery!!! Quem não conhece este lançamento?! É praticamente mítico já... Tem uma história fora do vulgar, de como o adquiri. Andava eu por umas distros e site's, quando percebi que este disco estava em grande parte deles. Uma vez que me estava a aparecer constantemente, ou significava que era comercial, ou então uma valente treta e ninguém o levava... Das duas opções, nenhuma me parecia melhor que a outra, mas tanto pensei que decidi comprar. Hoje, que já lhe dei umas valentes voltas, posso afirmar que de comercial não tem nada... É mesmo conhecido pela sua má qualidade...
Eu sabia que provavelmente a qualidade do lançamento seria fraca, mas... Não estava à espera de algo tão... Tão 'singular'. Este é um lançamento especialmente diferente do habitual, e na minha opinião bastante fraco. Não vou poder dar grandes apelos a temas diferentes, ou a peculiaridades da música, porque na verdade esta é extremamente repetitiva e de muito mau gosto... Todos os temas fazem-me lembrar uma moto-serra a cortar o ar, e isto até pode parecer engraçado no sentido literal, mas não é mesmo nada agradável... Por outras vezes parece uma motorizada em constante movimento, e os acordes assemelham-se às mudanças de velocidade... Até acho que esta última metáfora se enquadra bem na pintura. Todas as faixas são baseadas no mesmo ritual; Guitarra afiada e sempre nos mesmos acordes repetitivos e constantemente nas mesmas notas. Bateria com o mesmo rumo, sempre a bater no mesmo... Vozes aceleradas e sem o mínimo de interesse... Cada faixa é mais do mesmo!!! Uns tons mais intensos aqui, outros ali, mas vai sempre dar no mesmo, em todos os sentidos.
Gostava de avaliar este trabalho, de forma alternativa, ou até numa outra perspectiva... Mas não dá mesmo! Os Black Witchery derrubam qualquer hipótese quando criam mais do que uma faixa, em que quase não se nota a diferença musical... Por momentos até pensei ter ripado a mesma música dez vezes, ou então que a primeira faixa teria cerca de dez minutos... nem uma coisa, nem outra, infelizmente já o disco ia nos vinte sete minutos, muito perto do final. A nível lírico a coisa não melhora, em constantes blasfémias ao reinado Cristão e todos os seus adeptos... Pena que mesmo esses, não percebam nada do que é dito...

Esta minha versão é correspondente à lançada em 2005 pela Osmose Productions, e embora na capa apenas assinale nove faixas, esta versão consiste em dez. Sendo a última uma Cover dos Blasphemy. Cover essa que parece estar incluída em todas as versões do lançamento, menos numa versão promocional das produções Red Stream!
Acredito também, que este disco tenha vendido, por idiotas como eu, que o compram numa tentativa de exploração sonora...
Um álbum, com muito pouco profissionalismo e falta de imaginação!




Demo, Cassete Limitada a 333 Exemplares!

Flagellum Dei... Aqui está uma Cassete que vale a pena ter para os fãs de Black Metal Nacional! ''Victory Of A Tyrant Agression'' bem que podia ser uma compilação, ou algo em diferente de um lançamento regular... Isto porque das 12 faixas disponíveis, as seis primeiras são as mesmas que foram lançadas em 2002 na Demo ''Victory of Tyranny'', e da sétima à décima segunda, são tudo faixas ao vivo em Barroselas. No sexto ano do evento, ano de 2003.
Logo aqui, nada é novo... No entanto, para pessoal como eu que não gosta de CD-r's com qualidade merdosa, esta Demo compensa (Não só pelas faixas ao vivo), mas pela tiragem que sempre tem um aspecto mais profissional.
Mas passando à música em si, que se divide em duas partes; Parte relativa ao lado ''Tyranny'', consiste nas faixas já editadas anteriormente, com a excepção da última ''Holocaust In Flames (Outro)'' que não está presente. Não posso avaliar ao certo a qualidade, mas ambas me parecem ser idênticas, apesar que este lançamento ouvi directamente pela Cassete e não em MP3. Black Metal sem um grande interesse... É aquele típico som 100% Português que fez as bandas nacionais ganharem fama de 'Nada de Mais...''. É mesmo por aí, não interessa quantas voltas lhe damos. A nível de qualidade está muito bem editado, com uma sonoridade muito boa... Já a nível criativo está básico, repetitivo e quando tentam quebrar a monotonia dos temas, tornam-nos ainda mais aborrecidos! Não são maus, no sentido de ser mesmo baseado em aspectos negativos... Se é que os há, é apenas um... Os irritantes barulhos dos pratos da bateria que não param por um segundo, e chegam a ser extremamente irritantes... Tanto, que até tendem a fazer solos com eles...! Tirando este pormenor técnico, não lhe atribuo mais nenhum defeito a não ser a falta de criatividade. Esta não é um defeito, é uma qualidade, e que nem todos têm, mas com esforço e trabalho conseguiriam. Noto um pouco de preguiça, por exemplo nas vozes... Constantemente as mesmas, sem qualquer esforço de diferenciar neste ou naquele momento... O resto instrumentos acompanham essa teoria, e apenas no tema ''The Old Gates Of Night'' se nota ali uma diferença de calibre sonoro, mas passa rápido... É mesmo por passar rápido, e com imensas semelhanças que a Demo se torna curta. No entanto, vai tendo alguns detalhes que com o tempo e as inúmeras tentativas quase andam ali pela tonalidade certa.
Quanto ao lado ''Aggression'', representa o lado ao vivo da coisa. Com alguns temas presentes nas primeiras faixas, outros de lançamentos anteriores, a presença ao vivo de Flagellum Dei é basicamente a mesma... No entanto, muda a qualidade sonora, que me faz lembrar assim de repente ESTE LANÇAMENTO, também muito famoso pela sua qualidade... Acho que as gravações ao vivo, não são o forte das bandas Portuguesas... Por isso não vou mencionar nada que não tenha já sido mencionado. Incluindo o bom esforço e vontade do projecto, mesmo que para estes efeitos ao vivo, seja complicado ter uma 'boa qualidade'.

Apesar da sonoridade normalíssima, e da menos boa qualidade ao vivo, considero este um bom lançamento! Mesmo que a sonoridade seja do mais simples que há, tem os seus momentos, que também por mais normais que sejam, têm a sua qualidade e esforço. São quase 45 minutos de lembranças e prestações ao vivo, que até ficaram bem neste lançamento.

Menhir (Alemanha) - Buchonia [1998]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , ,







EP, Versão normal, em CD!

Menhir... Por entre tantos lançamentos, o único que tenho (Por enquanto) é o EP ''Menhir'', lançado em 1998, e também o único EP pelo grupo. O que mais me chamou a atenção, foi sem dúvida a capa, que de longe me parece associada ao Black Metal... Por isso, decidi verificar este lançamento. Já esperava inúmeras referencias ao Folk, mas nunca pensei que fosse conter tanta sonoridade Folk. Não é necessariamente negativo todas estas referencias, até porque a banda tem mesmo uma atitude ''lendária''... O som é aquilo que eu chamo Folk Black Metal, mas não o suficiente para ser extremamente Folk, daí suponho que lhe chamem ''Pagan Black Metal''... Mas a nível de som, todo o lançamento está longe de ser ''Black Metal''. No entanto, como só ouvi este trabalho, e tendo em conta a informação que existe, vou catalogar isto como e apenas Black Metal.
As raízes dos temas são do mais tradicional possível, bem trabalhadas, ainda por Heiko nas vozes e Fix na bateria, teclas e guitarra. Conseguem a atmosfera pretendida com apenas quatro faixas num total de vinte minutos extremamente melódicos. Por entre os quatro temas, apenas um é instrumental, o ''Buchonia'', e também o meu favorito... É simplesmente incrível, a extrema melodia que me é familiar por alguma razão que desconheço, é como se fosse perfeita para a banda sonora de 'algo'... As teclas não fazem apenas soar a beleza da faixa numero três, mas como todas as outras, que soam a uma tonalidade de paz e com uma clareza incrível! Existe uma voz feminina, que cita letras por entre os instrumentos simples mas sempre em constante melodia com estes. Voz essa que não aparece na listagem, mas seria a de Manuela, responsável pela sintetização na primeira Demo da banda?! Acredito que sim, até porque ela abandonou o projecto em 2001... Por isso tudo indica que sim. A voz masculina não fica atrás, e embora com uma tonalidade obrigatoriamente diferente, acaba sempre por ter a feminina como eco, que as descreve logo de imediato!
As Artcovers não podiam coincidir melhor com a sonoridade, representam exactamente aquilo que a música transmite, um padrão exacto, como pouco se vê.

Buchonia foi também lançado em 2003, pela editora Perverted Taste, versão essa que tenho. No entanto, acredito que na tiragem tudo se mantivesse como a original de 1998!
Um excelente marco, melodicamente tradicional e nunca fora de época!

Defuntos (Portugal) - Sangue Morto [2007]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , , ,








Versão em CD!

Defuntos... A minha banda favorita em Portugal! Não existe nenhum outro projecto Nacional a quem dedico tanta atenção e constante procura. Conheci-os em 2007, com este mesmo lançamento, ''Sangue Morto''. Imediatamente me saltou à vista as letras totalmente em Português, não que fosse inédito, mas sempre é algo curioso.
Porque não experimentar? Mal ouvi, percebi de imediato que este projecto era para ter um sucesso incrível, porém, continuamente desconhecido... O que não me espanta e espero que continue assim. Depois deste lançamento, a banda continua com mais sete lançamentos, incluindo uma única Demo anterior a este. Mas a grandiosidade de toda esta perspectiva continua exactamente igual como em 2007.
''Sangue Morto'' apresenta um som... Morto, mas existente! Não é propriamente Black Metal, e as influencias Doom estão sempre presentes, embora com uma tonalidade pesada, não é rápida. Apenas intensa. Não são precisos muitos 'esquemas' para fazer música, Conde F e o Conde J usam sons simples mas rítmicos para habituar o ouvido à constante e pequena melodia inicial, que mais tarde ou mais cedo se torna no ponto alto de qualquer faixa! Apenas com Bateria, Vozes e Baixo, os temas são extremamente completos e bem expostos, numa atmosfera fúnebre, tal como pretendido. Mesmo com três instrumentos, todos eles são tão 'sentidos', que falam por si mesmos, como se tivessem algo a expor, uma vontade... Não consigo descrever qual o melhor, pois todos eles estão no mesmo nível de qualidade, e não é apenas o meu gosto a escrever, é tal e qual como representado por este dueto. Da mesma forma é-me impossível descrever a melhor faixa por entre todas as sete, ou um ponto alto... Não existe e nunca existirá nestes 45 minutos de boa música. O álbum deve ser ouvido como um todo, como algo que marca a presença de X e permanece em aberto para ser relembrado em vários pontos de viragem da 'vida' e da 'morte'. Atmosféricamente pesado na atitude, é pelas letras que mais absorvem qualquer intuito de ignorar tudo isto... É fúnebre e morto, mas não violento e nunca agressivo... É como a verdade é, simples e poeticamente triste. O sentido lírico para além da tristeza e do sofrimento, aborda os que já não estão entre nós. Não de forma religiosa ou noutra perspectiva pessoal, mas sim sentimental e com uma lembrança enorme... De algo que fica em aberto, a qualquer um que ouvir.
São os pequenos acordes do baixo que marcam o ambiente melódico decorrente no álbum, a bateria que preenche cada necessidade de espaço, e a voz, que rasga toda esta maldição que parece saber tão bem...!

Defuntos foi e ainda é, neste ano de 2010, a banda que mais me dá interesse em Portugal. Pela sua individualidade, pelas letras próprias mas abertas a qualquer um por instinto de assunto, e até pela grande quantidade de bons lançamentos!
Na qualidade da música, não existe apenas 'um som', reside também, um sentimento Português, muito grande.
Esta versão foi também lançada em cassete, que também a tenho, e escreverei sobre ela mais para a frente.




Versão em Cassete. Tiragem sem Limite.

Thallium, projecto que provém do Brasil, mas com um enorme espírito Europeu! Este lançamento foi um dos mais recentes que comprei, mas que já tem uns bons meses...! Ainda tentei encontrar a versão em CD, mas não consegui, e acabei com a versão em Cassete... O que não perde em qualidade, mas reduz a rodagem no leitor... Pois está aqui um excelente trabalho! Saiu em 2002, e foi o segundo trabalho lançado!

Thallium representa e bem, um Black Metal cansado, velho e triste, envolvido à força num ambiente pagão, misturando pequenas melodias que conseguem atingir o objectivo... Uma influencia Europeia, sem tirar nem pôr!
De longe aclamar NSBM a este lançamento, apesar que há quem o faça, eu não o vou dizer... Hoje em dia, as semelhanças entre Pagan/Celtic Black Metal e NSBM parecem cada vez menores... Mas é bom que haja diferenças, mesmo que o responsável pelo projecto apoie as frentes Nacionais Europeias, a nível lírico não se pode equiparar a NSBM! Logo, o que o artista pensa pessoalmente ou não, é irrelevante, visto que -Pelo menos neste lançamento- não demonstra nenhum lado politico!
Tenho uma certa pena por só ter este trabalho de Thallium, a música segue sempre um ritmo lento, intenso e com ritmos muito parecidos, principalmente na guitarra! A faixa ''...Mudered By the Time'' é daquelas que nos dá vontade de ouvir, e ouvir, e ouvir... Durante todo o dia... É-me familiar, porém não me entra no ouvido...
As outras faixas como por exemplo ''Werewolf Stormtroop'' seguem o mesmo ritmo, um pouco lentas no inicio, mas acabam por se revelar extremamente melódicas já a meios do fim... Muito por culpa da guitarra, que marca os temas do inicio ao fim! A bateria, presente mas sempre na mesma linha rítmica e sem grandes alterações...
Já a primeira vez que ouvi este álbum, reparei que não se notava o baixo... E na verdade não se nota, porque não existe! O que não é nem estranho nem raro, mas não deixa de ser uma nota extra. Não negativa, não positiva, e muito menos diferente... Apenas uma indicação!
Não sei como será a versão em CD, mas no caso da Tape, a tiragem foi profissional e apesar que merecia uma artcover diferente... Para se encaixar mais no âmbito e não reduzir à resolução natural do design original!
Tanto o primeiro como o último tema são instrumentais, ambos baseados no teclado. A primeira, numa presença oculta e misteriosa, a última, embrulhada num nevoeiro que se retira lentamente, em despedida...
Fico à espera, de poder arranjar futuramente mais lançamentos deste projecto, pois por este ''A Howling From a Thousand Years'' curiosidade para mais não falta...!

Viingrid (Portugal) - Live Warmageddon [2003]

Posted by Moor On quarta-feira, setembro 22, 2010 0 comentários Categories: , ,



Demo, Cassete Limitada a 300 exemplares!

Uma das primeiras demos que me chegou às mãos, das mais antigas que posso pensar da minha colecção... Este trabalho foi primordialmente lançado em 2002 através de CDr, sistema que realmente não me agrada nada... A versão em Cassete saiu um ano depois, em 2003 pela Pesttod Records!
Um pouco por curiosidade, e também um pouco pela falta de diversificação e conhecimento que na altura existia na minha pessoa, acabei por comprar esta Demo! Não é que esteja totalmente arrependido...

Tecnicamente ''Live Warmageddon'' representa mesmo 'Live'... Ou seja, música ao Vivo... Tendo em conta que este lançamento foi o primeiro da banda, decidiram iniciar-se por um concerto ao vivo... Têm o seu mérito, pois sem dúvida não existe qualquer tratamento nas faixas, como ajustes ou efeitos especiais... É cru e puro... Pena é que o som é uma valente merda!!!
Acho piada ao final de cada faixa, o pessoal a bater palmas... Eu quase que consigo contar as pessoas que lá estavam pelos aplausos... Umas cinco ou seis... É que realmente não estou a ver este concerto a acontecer num sitio em especial, provavelmente acabou por ser numa cave qualquer ou garagem de um conhecido!!!
Eu realmente gostava de poder julgar a qualidade dos temas, mas é um pouco impossível, visto que a qualidade de gravação ao vivo é de facto má... Não se trata de ser mais ou menos intensa, qualidade é qualidade... E pelo que consigo ouvir, e ouvi-a várias vezes, destaca-se a voz, sem dúvida, forte e com alguma qualidade. A bateria é do mais simplório que existe, é praticamente a mesma em todas as faixas, com o mesmo ritmo e com a mesma vontade... Torna-se complicado destinguir faixa a faixa uma vez que se começa a ouvir, não pela repetição ou similaridades entre os temas, é mesmo porque no total é uma performance de quase vinte minutos... Com sete faixas!
Não se espera muito menos num concerto, pois os concertos são mesmo feitos para a banda ir treinando e ajustar o som... Mas daí a gravar o som ao vivo, é como fazer um trabalho e lança-lo à força no mercado... Neste caso, na 'cena'! Acaba por ser um bom marco para a banda, mas perdem praticamente todo o valor na qualidade da gravação... Seria preferível gravarem estes mesmos temas, em estúdio, nem que isso demorasse mais tempo!
A verdade é que Viingrid tem alguma qualidade e talento, mas muito mal aproveitado, e definitivamente mal gerido! Acabam por ter um ou outro 'bom' momento, que na verdade é mais um 'menos mau' momento, gerando uma certa continuidade... Mas definitivamente a terrível qualidade permanece... Tenho de lhes dar um desconto; Banda super Underground + Gravação Amadora... Mas ainda assim, conseguiram um bom lançamento, e acredito que tenham estado com uma boa performance no Show, ainda para mais em 2002... Todos sabemos como a 'cena' é hoje em dia, que fará em 2002!!!
Não há mesmo muito que se possa aproveitar deste lançamento, nem mesmo a Cover de Enthroned... Enfim, um lançamento muito fraco, que podia ter saído muito, mas muito melhor!

BlackWinds (Suécia) - Origin [2008]

Posted by Moor On terça-feira, setembro 14, 2010 0 comentários Categories: , ,







Versão normal, em CD!

BlackWinds... Um dos meus primeiros álbuns de 2008, e que grande lançamento...!
Bem, passemos ao que interessa! Supostamente, este lançamento está limitado a 666 Exmplares... No entanto, esta minha versão não vem numerada de nenhuma maneira... Para além de que consta nos registos, que ''Origin'' foi lançado pela ''Bloodstone / Regain''... No entanto, não vejo essa informação no meu disco... Vejo sim, como até está presente, a marca da ''Nightmare Productions''... O que possivelmente indica que lançaram este disco, de forma continua, sem qualquer limite de cópias. No entanto esta minha versão de longe está de ser um CDr, impossível com tamanha qualidade! Por isso posso mesmo afirmar que a Nightmare Productions teve também a sua versão de lançamento! Que de nada muda, as faixas continuam as mesmas, já o interior, como no caso do booklet, não posso afirmar se existem diferenças...
Lançado em Março de 2008, ''Origin'' junta as três faixas do LP ''The Black Wraiths Ascend'', que foi o primeiro trabalho da banda Sueca, para além de adicionar mais quatro faixas nunca editadas. No mesmo ano, Lançam também ''Flesh Inferno'', em Maio desse mesmo ano... Ou seja, os temas deste álbum ''Origins'' são tudo trabalhos já praticamente feitos pela banda, e foi só lançar! O que não é mau de todo, muito pelo contrário. Este é o único álbum que tenho de BlackWinds, e está tão bom, que até tenho medo de me desiludir com o seu sucessor e já a cima referido ''Flesh Inferno''!

Passando a aspectos internos, o que tenho a mencionar vai ser um pouco breve... São praticamente 40 minutos de puro Black Metal! Sem tirar nem pôr! Não existe outra forma de eu poder descrever este trabalho! Não existem estereótipos ou outros aspectos que interfiram na catgoria, se há algo como 100% Black Metal, os BlackWinds sabem perfeitamente como representa-lo! Neste ''Origins'' claro, pois é o único que tenho!
Uma extrema recomendação para qualquer fã de Black Metal!

Mons Veneris (Portugal) - Inferno [2005]

Posted by Moor On sábado, setembro 11, 2010 0 comentários Categories: , ,



Demo, Cassete Limitada a 133 exemplares!

''Inferno'' é o primeiro trabalho do ou dos Portugueses Mons Veneris e foi lançado em 2005.
Escolhi este primeiro lançamento como meu primeiro Post, por uma razão muito curiosa, esta Demo nunca foi -e também não é agora que vai passar a ser- considerado um bom lançamento... No entanto, porque a tenho? Simples, ocorreu numa troca de valores... Ora, quando comprei outro material, acabou por vir esta Demo como um Bónus, neste caso porque os Portes de envio foram 'Exagerados' segundo o vendedor... E cá me chegou este trabalho! No entanto, como faço com todos os lançamentos originais que tenho, tentei compreender o trabalho efectuado em ''Inferno''.
Apenas existem duas faixas, ''Inferno I'' (Gravado entre Outubro e Novembro de 2004) e ''Inferno II'' (Gravado em Fevereiro de 2005). Algo me intriga nesta Demo... Sendo o formato uma Cassete, já se sabe que existe o Lado A, e o Lado B... No entanto, o Lado A corresponde ao tema ''Inferno II'', e o Lado B corresponde ao ''Inferno I''... Porém a listagem é óbvia e cronológica... Poderá ter sido um erro? Ou talvez não...

Para começar, este lançamento tem mais Ambiental e o chamado Noise, que propriamente Black Metal... Ambas as faixas têm 29.25 minutos, mas a suposta primeira Faixa ''Inferno I'' começa como a faixa ''Inferno II'' Termina... O que explica um pouco a ordem... Ou seja, ''Inferno I'' começa com um Black Metal agressivo e totalmente imprevisível, sendo este um lançamento em Cassete, a qualidade é a que se espera, fraca em qualidade de som. Passado muito pouco tempo, eu diria talvez uns meros minutos, começa uma longa e extensa jornada Ambiental... Suponho que esta seja a forma de como Mons Veneris encara uma face do Inferno... Os sons deram-me a entender uma certa ''mão de obra'', mas ao mesmo tempo, difícil de explicar o quê... Como se alguém estive a manter a manutenção de algo, em trabalho, ou algo que sistematicamente funciona... Um Ruído ao fundo, extende-se, formando uma faixa, não sombria, e nada melódica, apenas extensa e repetitiva... Alguns sons continuam a aparecer e a desaparecer... No entanto, a qualidade do som torna-se muito melhor... Pergunto-me porque não foi usada para gravar o inicio da faixa...
A segunda, e correspondente ao Lado A ''Inferno II'', começa de novo, de forma Ambiental... No entanto, agora, com uns tons mais sombrios, tentando lembrar algo tenebroso através de um piano, que se vai repetindo aos poucos em notas leves, na tentativa de se tornarem melódicas ao fim de algum tempo... Mas sem sucesso! Mais sons continuam a ser inseridos, continuamente de forma ambiental! Piano em geral, desenvolve bastante já perto do final, criando mesmo uma tonalidade sombria, que se fosse mais bem trabalhada, teria ali um bom momento... Mas rapidamente tudo acaba e volta novamente o Black Metal, de forma apreensiva, e pouco imaginativa durante uns míseros minutos... O som torna a ser distante e pouco audível, a bateria torna-se repetitiva por sequências, o que dá a impressão de ter sido gravada apenas uma vez e reproduzida para as gravações... As vozes, são apenas vagas e curtas de mais para se enquadrarem!

'Inferno' é vago de mais para lhe chamar Black Metal, não fosse o historial do projecto... No entanto nota-se bem que as faixas estão extremamente mal aproveitadas, e foram mesmo apressadas a serem editadas a todo o custo... Fiquei também com a ligeira impressão, que o responsável pelo projecto ao lançar esta sua primeira Demo, estava a querer provar algo a 'alguém', não sei bem quem... A verdade é que a maioria das pessoas não se daria ao trabalho de ouvir a fundo este trabalho tal como dei, e por isso sei, que apesar da fraca prestação, não faltaram oportunidades para trabalhar melhor as faixas, não só a nível de áudio, mas também a nível de criatividade. A música torna-se apressada de mais, chega mesmo a ser apreensiva... E as partes relativas a Black Metal mostram uma inexperiência enorme a nível de produção...
Mas talvez seja mesmo estas duas as visões de Mons Veneris sobre o Inferno.