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Demo, Cassete Limitada a 111 Exemplares!

O primeiro trabalho de Irae... Que por coincidência foi também o primeiro que ouvi, não em 2003 claro, mas uns anos mais tarde.
Não sou um incondicional fã de Irae, mas é uma obrigação reconhecer que tem faixas de extrema qualidade.
Desde esta primeira demo, tenho sempre procurado mais lançamentos do projecto, e não me tenho desiludido. Mais de Irae será revisto de futuro.

É até bastante nostálgico voltar a ouvir a primeira Demo, depois de uns bons tempos... A intensidade da primeira faixa ''Death to Humanity'' continua a mesma... Forte, extrema e com uma sonoridade incrível. O segredo? Nenhum, apenas algumas notas do baixo, muito bem acertadas!!! Não passam definitivamente de lado, nem na primeira faixa, nem em todas as outras. Um elemento chave para a qualidade do lançamento.
Vinte minutos de profanação audível, com guitarras que tentam ser inquietas e muito pouco repetitivas. Uma bateria sempre bem nivelada, bem na linha do baixo! Tudo isto junto com a boa qualidade sonora, fazem desta Demo, um excelente inicio de projecto. Um inicio bem melhor que muitos outros lançamentos mais recentes de Irae...
Apesar de pequena, a demo tem bastante qualidade, até na tiragem. Simples, e de qualidade profissional.
Um dos melhores trabalhos de Irae, sem a menor dúvida!!!




Split, Cassete. Tiragem sem Limite.

No que toca a lançamentos Portugueses, e ainda mais em Cassete, vou tentando postar sob ordem de aquisição, salvo erro em algum caso.
Esta, não é muito diferente, lançamento de 2008, ano em que por cá veio parar. Este Split reúne temas relativos ao ano de 2004 por parte de Irae, e de 2007 por parte de Acceptus Noctifer.
Não é um lançamento raro, mas tendo em conta o formato, foge sempre à regularidade com que este aparece.
Na qualidade sonora, e falando de qualidade este é sem dúvida um excelente exemplo, dos poucos que me deram gosto e admiração pelo formato. Nota-se que é uma produção com boa qualidade, e nada bate isso, a não ser a péssima música, o que neste exemplo também não acontece.

Irae é sempre Irae, por onde quer que o vejamos, por onde quer que tentemos dar a volta à situação, será sempre baseado num som agressivo, mesquinho e num âmbito diabólico. Esta é a essência de Irae, e tem sido assim desde que conheço o projecto. Esta não foi a primeira vez que os ouvi, e por isso posso afirma-lo. O som para não variar, aproxima-se dessa mesma perspectiva, fazendo das faixas rápidas e recorrentes a uma velocidade partilhada pela bateria e guitarra. Na bateria, nunca vi um país a padecer tanto do mesmo som... Tudo me soa ao mesmo, era até capaz de ir mais longe e afirmar que os das bandas Portugueses que aqui já postei, têm todas o mesmo baterista. Sem qualquer originalidade nas faixas, jogando com duplo pedal e pratos para retirar o ritmo do esquecimento. Isto claro, não só numa faixa, mas em mais do que uma. No fundo, em todas as três faixas. Arrumando com esse pormenor menos positivo, apelo também à excelente passagem do baixo na segunda e melhor faixa de Irae ''Night of Holocaust'', neste Split, que eleva a qualidade da faixa para outro patamar, o da originalidade e criatividade. Tirando esse extra que dá brilho ao trabalho, podia também comentar as lentas e profundas guitarras que se manifestam vezes e vezes de forma muito simples, mas estaria a ir pelo mesmo caminho que fui com a bateria... O que não é verdade em Portugal!
Mas falando em guitarra, e agora sim, digo bem alto que Acceptus Noctifer é um dos melhores actos em Portugal e porquê? Bem, pela mesma razão que Dolentia e Tumulum o são, pela guitarra. Pela incrível criatividade imaginária da guitarra que é sempre um lufar de ar fresco no Black Metal, independentemente de já o termos ouvido vezes e vezes sem conta, a guitarra desenvolve um papel de extrema importância, e é preciso sabe-la acompanhar. Nisso, o projecto sabe o que faz, a bateria está em linha, apesar de -mais uma vez- parecer a mesma que em inúmeros outros projectos Portugueses, é trabalhada de forma lado-a-lado com toda a faixa, e isso faz com que tudo siga uma linhagem diferente.

''Worms Enchantress'' é sem dúvida a grande passagem de todo este Split, faixa de Acceptus Noctifer, e a que mais me surpreendeu. Adquiri este Split por Irae, pois já conhecia e sabia o que esperar, mas acabei e acabo por dar ainda mais valor ao lado de Acceptus Noctifer pela excelente qualidade depositada. No geral são vinte cinco minutos de boa música, com altos e baixos como tudo, mas sem dúvida duas excelentes faixas para o panorama Nacional que parecem ter fugido a muito boa gente!




Demo, Cassete Limitada a 333 Exemplares!

Flagellum Dei... Aqui está uma Cassete que vale a pena ter para os fãs de Black Metal Nacional! ''Victory Of A Tyrant Agression'' bem que podia ser uma compilação, ou algo em diferente de um lançamento regular... Isto porque das 12 faixas disponíveis, as seis primeiras são as mesmas que foram lançadas em 2002 na Demo ''Victory of Tyranny'', e da sétima à décima segunda, são tudo faixas ao vivo em Barroselas. No sexto ano do evento, ano de 2003.
Logo aqui, nada é novo... No entanto, para pessoal como eu que não gosta de CD-r's com qualidade merdosa, esta Demo compensa (Não só pelas faixas ao vivo), mas pela tiragem que sempre tem um aspecto mais profissional.
Mas passando à música em si, que se divide em duas partes; Parte relativa ao lado ''Tyranny'', consiste nas faixas já editadas anteriormente, com a excepção da última ''Holocaust In Flames (Outro)'' que não está presente. Não posso avaliar ao certo a qualidade, mas ambas me parecem ser idênticas, apesar que este lançamento ouvi directamente pela Cassete e não em MP3. Black Metal sem um grande interesse... É aquele típico som 100% Português que fez as bandas nacionais ganharem fama de 'Nada de Mais...''. É mesmo por aí, não interessa quantas voltas lhe damos. A nível de qualidade está muito bem editado, com uma sonoridade muito boa... Já a nível criativo está básico, repetitivo e quando tentam quebrar a monotonia dos temas, tornam-nos ainda mais aborrecidos! Não são maus, no sentido de ser mesmo baseado em aspectos negativos... Se é que os há, é apenas um... Os irritantes barulhos dos pratos da bateria que não param por um segundo, e chegam a ser extremamente irritantes... Tanto, que até tendem a fazer solos com eles...! Tirando este pormenor técnico, não lhe atribuo mais nenhum defeito a não ser a falta de criatividade. Esta não é um defeito, é uma qualidade, e que nem todos têm, mas com esforço e trabalho conseguiriam. Noto um pouco de preguiça, por exemplo nas vozes... Constantemente as mesmas, sem qualquer esforço de diferenciar neste ou naquele momento... O resto instrumentos acompanham essa teoria, e apenas no tema ''The Old Gates Of Night'' se nota ali uma diferença de calibre sonoro, mas passa rápido... É mesmo por passar rápido, e com imensas semelhanças que a Demo se torna curta. No entanto, vai tendo alguns detalhes que com o tempo e as inúmeras tentativas quase andam ali pela tonalidade certa.
Quanto ao lado ''Aggression'', representa o lado ao vivo da coisa. Com alguns temas presentes nas primeiras faixas, outros de lançamentos anteriores, a presença ao vivo de Flagellum Dei é basicamente a mesma... No entanto, muda a qualidade sonora, que me faz lembrar assim de repente ESTE LANÇAMENTO, também muito famoso pela sua qualidade... Acho que as gravações ao vivo, não são o forte das bandas Portuguesas... Por isso não vou mencionar nada que não tenha já sido mencionado. Incluindo o bom esforço e vontade do projecto, mesmo que para estes efeitos ao vivo, seja complicado ter uma 'boa qualidade'.

Apesar da sonoridade normalíssima, e da menos boa qualidade ao vivo, considero este um bom lançamento! Mesmo que a sonoridade seja do mais simples que há, tem os seus momentos, que também por mais normais que sejam, têm a sua qualidade e esforço. São quase 45 minutos de lembranças e prestações ao vivo, que até ficaram bem neste lançamento.




Split, Cassete Limitada a 150 Exemplares!

All the Cold e Mordheim juntam-se para criarem o primeiro Split de ambos os projectos, o extremamente limitado ''Possessed by Madness''.
Este Split é basicamente composto por temas dos All the Cold, visto que das 7 faixas, apenas duas pertencem aos Franceses Mordheim.
Lançado no final do ano de 2008, ''Possessed by Madness'' é uma boa mistura... Mistura os primórdios dos All the Cold, que apesar de ainda não terem anos e anos no activo, dá para ver pela quantidade de lançamentos que a banda não tem andado se não para a frente. Criando um som já muito próprio da Rússia, com algumas modificações..! Pela parte de Mordheim, tal como a nacionalidade indica, Black Metal Underground Francês.

Apesar da diferença atmosférica, ambas as bandas se aproximam muito da mesma mensagem... Desolação, Desespero, e Tristeza, são as três grandes faces deste lançamento. Com a incrível passagem gelada dos All the Cold, com temas longincuos e obscuros, envolvidos numa tremenda loucura de solidão. Escapa-me agora, talvez o melhor tema presente; ''I am Dead'', correspondente à quarta faixa, por entre uma introdução e finalização já bem habitual por projectos também relacionados com o ambiental e a influencia electrónico-experimental! Os Russos nestes temas dão uma larga importância à guitarra e música de fundo, fundindo assim um ambiente muito afastado da realidade... Sem dúvida são eles que dão sentido à 'Madness'. All the Cold consegue um som que sem dúvida completa todos e quaisquer requisitos para que este seja um bom trabalho... No entanto, a qualidade por si, isto é, a nível de áudio, poderia ser um pouco melhor... Visto que a diferença de som entre as bandas ainda é 'bastante' notável...
Na minha opinião, são os Mordheim que acabam por levar a melhor, embora numa vertente um pouco diferente... Ambas as bandas conseguem uma sonoridade 'quase' depressiva, digo quase, porque não sinto o 'desespero' na sua fase mais pura, mas se chegam a tentar forçar esse degrau? Acho que sim, um pouco por aí...
Apesar de Mordheim só contar com duas faixas, são dois temas que musicalmente têm uma compostura mais 'adulta', mais completa e até com uma qualidade de som superior! Tanto All the Cold como Mordheim tentam uma abordagem melódica de vez enquanto, mas são também os franceses que a atingem na perfeição, e conseguem não abusar da dose, distribuindo-a de forma a encaixar nos momentos mais apropriados. Curiosamente a segunda faixa de Mordheim, e também a última do Split, chama-se ''All the Cold'', e tem uma introdução simplesmente magnifica... Faço desta, não só a minha faixa favorita de Mordheim, mas como de todo o Split.

Artcover muito simples, e lançamento muito limitado... Uma excelente passagem de Black Metal Europeu, que não deve ser deixada de lado...




Demo, Cassete Limitada a 500 Exemplares!

Aqui não há margem para erro, NS Black Metal! Sem qualquer dúvida, quer pela Cover, quer pelos aspectos líricos.
Jerusolima Est Perdita, ou em Português, ''Jerusalém está Perdido'' é um projecto sem grandes lançamentos... Têm uma primeira Demo, que cheguei a ouvir em Mp3 e com uma qualidade bastante fraca... Depois um Split, com uma banda que de nada tem de aspecto NSBM, e por último este ''Marsch der Kolonne'', lançado em 2003! Apesar do histórico da banda não ser o mais extenso ou famoso, esta Demo podia bem falar por si... É sem dúvida o melhor trabalho da banda!

Apesar da irregularidade dos temas, alguns deles parecem pertencer a diferentes tempos e gravações... A Banda associa sem medo e com orgulho enormes referencias da Alemanha Nazi, embora poucas as passagens, contam com alguns largos e extensos cânticos daquela época de aspecto social. É assim as introduções de alguns temas, que passado pouco mais que minuto e meio, rasgam-se para um Black Metal ao mais natural possível.
O melhor tema por entre os seis, é ''Zurück in den Nebel II'', uma incrível presença de guitarra, com um baixo que é simplesmente fantástico!!! O Baixo mostra-se cedo, e é ele que faz grande parte da melodia, acabando por ter vontade própria por toda a faixa... Nesta mesma composição distante, mas sempre alinhada à guitarra, permanece pelo resto das faixas! A bateria desilude um pouco... Eu não posso afirmar, mas tenho a impressão que é mesmo uma bateria programada, a chamada ''Drum Machine'', ou qualquer outro programa... Mas não excluo a hipótese de ser 'real'... Uma coisa é certa, é simples e monótona, em mais do que uma faixa... Mantendo a mesma direcção em todo o álbum, uma vez de forma rápida, ou lenta, mas em constante simplicidade!
São praticamente 25 minutos de Boa música, não extraordinariamente boa, mas nada que não mereça ser ouvido!
Não sei até que ponto, a gravação do disco foi feita, se de forma continua, ou com faixas mais antigas e já gravadas... Mas de um álbum que nos habitua a um ritmo singular, lento, e organizado, é nos dois últimos temas ''Rivers of Blood'' e ''Hall of the Blind'' que se nota maior agressividade, e nem parecem pertencer a este lançamento!!! Talvez por vontade própria, ou por junção, é nestas faixas que melhor entoa a voz, e a bateria parece ''acordar'' e desempenhar um papel mais 'activo'!
Os Jerusolima Est Perdita terminaram a carreira pouco depois deste lançamento (Segundo me parece), e definitivamente não foi por falta de qualidade, mas de qualquer maneira, sobram-nos este marco, que para mim foi o melhor produzido pela banda!




Versão em Cassete. Tiragem sem Limite.

Thallium, projecto que provém do Brasil, mas com um enorme espírito Europeu! Este lançamento foi um dos mais recentes que comprei, mas que já tem uns bons meses...! Ainda tentei encontrar a versão em CD, mas não consegui, e acabei com a versão em Cassete... O que não perde em qualidade, mas reduz a rodagem no leitor... Pois está aqui um excelente trabalho! Saiu em 2002, e foi o segundo trabalho lançado!

Thallium representa e bem, um Black Metal cansado, velho e triste, envolvido à força num ambiente pagão, misturando pequenas melodias que conseguem atingir o objectivo... Uma influencia Europeia, sem tirar nem pôr!
De longe aclamar NSBM a este lançamento, apesar que há quem o faça, eu não o vou dizer... Hoje em dia, as semelhanças entre Pagan/Celtic Black Metal e NSBM parecem cada vez menores... Mas é bom que haja diferenças, mesmo que o responsável pelo projecto apoie as frentes Nacionais Europeias, a nível lírico não se pode equiparar a NSBM! Logo, o que o artista pensa pessoalmente ou não, é irrelevante, visto que -Pelo menos neste lançamento- não demonstra nenhum lado politico!
Tenho uma certa pena por só ter este trabalho de Thallium, a música segue sempre um ritmo lento, intenso e com ritmos muito parecidos, principalmente na guitarra! A faixa ''...Mudered By the Time'' é daquelas que nos dá vontade de ouvir, e ouvir, e ouvir... Durante todo o dia... É-me familiar, porém não me entra no ouvido...
As outras faixas como por exemplo ''Werewolf Stormtroop'' seguem o mesmo ritmo, um pouco lentas no inicio, mas acabam por se revelar extremamente melódicas já a meios do fim... Muito por culpa da guitarra, que marca os temas do inicio ao fim! A bateria, presente mas sempre na mesma linha rítmica e sem grandes alterações...
Já a primeira vez que ouvi este álbum, reparei que não se notava o baixo... E na verdade não se nota, porque não existe! O que não é nem estranho nem raro, mas não deixa de ser uma nota extra. Não negativa, não positiva, e muito menos diferente... Apenas uma indicação!
Não sei como será a versão em CD, mas no caso da Tape, a tiragem foi profissional e apesar que merecia uma artcover diferente... Para se encaixar mais no âmbito e não reduzir à resolução natural do design original!
Tanto o primeiro como o último tema são instrumentais, ambos baseados no teclado. A primeira, numa presença oculta e misteriosa, a última, embrulhada num nevoeiro que se retira lentamente, em despedida...
Fico à espera, de poder arranjar futuramente mais lançamentos deste projecto, pois por este ''A Howling From a Thousand Years'' curiosidade para mais não falta...!

Viingrid (Portugal) - Live Warmageddon [2003]

Posted by Moor On quarta-feira, setembro 22, 2010 0 comentários Categories: , ,



Demo, Cassete Limitada a 300 exemplares!

Uma das primeiras demos que me chegou às mãos, das mais antigas que posso pensar da minha colecção... Este trabalho foi primordialmente lançado em 2002 através de CDr, sistema que realmente não me agrada nada... A versão em Cassete saiu um ano depois, em 2003 pela Pesttod Records!
Um pouco por curiosidade, e também um pouco pela falta de diversificação e conhecimento que na altura existia na minha pessoa, acabei por comprar esta Demo! Não é que esteja totalmente arrependido...

Tecnicamente ''Live Warmageddon'' representa mesmo 'Live'... Ou seja, música ao Vivo... Tendo em conta que este lançamento foi o primeiro da banda, decidiram iniciar-se por um concerto ao vivo... Têm o seu mérito, pois sem dúvida não existe qualquer tratamento nas faixas, como ajustes ou efeitos especiais... É cru e puro... Pena é que o som é uma valente merda!!!
Acho piada ao final de cada faixa, o pessoal a bater palmas... Eu quase que consigo contar as pessoas que lá estavam pelos aplausos... Umas cinco ou seis... É que realmente não estou a ver este concerto a acontecer num sitio em especial, provavelmente acabou por ser numa cave qualquer ou garagem de um conhecido!!!
Eu realmente gostava de poder julgar a qualidade dos temas, mas é um pouco impossível, visto que a qualidade de gravação ao vivo é de facto má... Não se trata de ser mais ou menos intensa, qualidade é qualidade... E pelo que consigo ouvir, e ouvi-a várias vezes, destaca-se a voz, sem dúvida, forte e com alguma qualidade. A bateria é do mais simplório que existe, é praticamente a mesma em todas as faixas, com o mesmo ritmo e com a mesma vontade... Torna-se complicado destinguir faixa a faixa uma vez que se começa a ouvir, não pela repetição ou similaridades entre os temas, é mesmo porque no total é uma performance de quase vinte minutos... Com sete faixas!
Não se espera muito menos num concerto, pois os concertos são mesmo feitos para a banda ir treinando e ajustar o som... Mas daí a gravar o som ao vivo, é como fazer um trabalho e lança-lo à força no mercado... Neste caso, na 'cena'! Acaba por ser um bom marco para a banda, mas perdem praticamente todo o valor na qualidade da gravação... Seria preferível gravarem estes mesmos temas, em estúdio, nem que isso demorasse mais tempo!
A verdade é que Viingrid tem alguma qualidade e talento, mas muito mal aproveitado, e definitivamente mal gerido! Acabam por ter um ou outro 'bom' momento, que na verdade é mais um 'menos mau' momento, gerando uma certa continuidade... Mas definitivamente a terrível qualidade permanece... Tenho de lhes dar um desconto; Banda super Underground + Gravação Amadora... Mas ainda assim, conseguiram um bom lançamento, e acredito que tenham estado com uma boa performance no Show, ainda para mais em 2002... Todos sabemos como a 'cena' é hoje em dia, que fará em 2002!!!
Não há mesmo muito que se possa aproveitar deste lançamento, nem mesmo a Cover de Enthroned... Enfim, um lançamento muito fraco, que podia ter saído muito, mas muito melhor!

Mons Veneris (Portugal) - Inferno [2005]

Posted by Moor On sábado, setembro 11, 2010 0 comentários Categories: , ,



Demo, Cassete Limitada a 133 exemplares!

''Inferno'' é o primeiro trabalho do ou dos Portugueses Mons Veneris e foi lançado em 2005.
Escolhi este primeiro lançamento como meu primeiro Post, por uma razão muito curiosa, esta Demo nunca foi -e também não é agora que vai passar a ser- considerado um bom lançamento... No entanto, porque a tenho? Simples, ocorreu numa troca de valores... Ora, quando comprei outro material, acabou por vir esta Demo como um Bónus, neste caso porque os Portes de envio foram 'Exagerados' segundo o vendedor... E cá me chegou este trabalho! No entanto, como faço com todos os lançamentos originais que tenho, tentei compreender o trabalho efectuado em ''Inferno''.
Apenas existem duas faixas, ''Inferno I'' (Gravado entre Outubro e Novembro de 2004) e ''Inferno II'' (Gravado em Fevereiro de 2005). Algo me intriga nesta Demo... Sendo o formato uma Cassete, já se sabe que existe o Lado A, e o Lado B... No entanto, o Lado A corresponde ao tema ''Inferno II'', e o Lado B corresponde ao ''Inferno I''... Porém a listagem é óbvia e cronológica... Poderá ter sido um erro? Ou talvez não...

Para começar, este lançamento tem mais Ambiental e o chamado Noise, que propriamente Black Metal... Ambas as faixas têm 29.25 minutos, mas a suposta primeira Faixa ''Inferno I'' começa como a faixa ''Inferno II'' Termina... O que explica um pouco a ordem... Ou seja, ''Inferno I'' começa com um Black Metal agressivo e totalmente imprevisível, sendo este um lançamento em Cassete, a qualidade é a que se espera, fraca em qualidade de som. Passado muito pouco tempo, eu diria talvez uns meros minutos, começa uma longa e extensa jornada Ambiental... Suponho que esta seja a forma de como Mons Veneris encara uma face do Inferno... Os sons deram-me a entender uma certa ''mão de obra'', mas ao mesmo tempo, difícil de explicar o quê... Como se alguém estive a manter a manutenção de algo, em trabalho, ou algo que sistematicamente funciona... Um Ruído ao fundo, extende-se, formando uma faixa, não sombria, e nada melódica, apenas extensa e repetitiva... Alguns sons continuam a aparecer e a desaparecer... No entanto, a qualidade do som torna-se muito melhor... Pergunto-me porque não foi usada para gravar o inicio da faixa...
A segunda, e correspondente ao Lado A ''Inferno II'', começa de novo, de forma Ambiental... No entanto, agora, com uns tons mais sombrios, tentando lembrar algo tenebroso através de um piano, que se vai repetindo aos poucos em notas leves, na tentativa de se tornarem melódicas ao fim de algum tempo... Mas sem sucesso! Mais sons continuam a ser inseridos, continuamente de forma ambiental! Piano em geral, desenvolve bastante já perto do final, criando mesmo uma tonalidade sombria, que se fosse mais bem trabalhada, teria ali um bom momento... Mas rapidamente tudo acaba e volta novamente o Black Metal, de forma apreensiva, e pouco imaginativa durante uns míseros minutos... O som torna a ser distante e pouco audível, a bateria torna-se repetitiva por sequências, o que dá a impressão de ter sido gravada apenas uma vez e reproduzida para as gravações... As vozes, são apenas vagas e curtas de mais para se enquadrarem!

'Inferno' é vago de mais para lhe chamar Black Metal, não fosse o historial do projecto... No entanto nota-se bem que as faixas estão extremamente mal aproveitadas, e foram mesmo apressadas a serem editadas a todo o custo... Fiquei também com a ligeira impressão, que o responsável pelo projecto ao lançar esta sua primeira Demo, estava a querer provar algo a 'alguém', não sei bem quem... A verdade é que a maioria das pessoas não se daria ao trabalho de ouvir a fundo este trabalho tal como dei, e por isso sei, que apesar da fraca prestação, não faltaram oportunidades para trabalhar melhor as faixas, não só a nível de áudio, mas também a nível de criatividade. A música torna-se apressada de mais, chega mesmo a ser apreensiva... E as partes relativas a Black Metal mostram uma inexperiência enorme a nível de produção...
Mas talvez seja mesmo estas duas as visões de Mons Veneris sobre o Inferno.