





Versão normal, em CD!
Este é o meu disco favorito de Brutal Death Metal... Talvez porque realmente é bom, ou talvez por nostalgia e significado que tem...
Foi também o primeiro que ouvi, e repeti a dose enumeras vezes... Talvez seja mesmo por isso que o considero o meu favorito... Mas hoje e agora, ouvindo muitas outras coisas, e já com uns largos anos passados, continuo a reconhecer o quão bom este lançamento é... Não falo da banda em si, mas mais precisamente deste ''Trading Pieces''!
Vi-o à venda em inícios de 2000, e apesar de na época procurar por entre os lançamentos mais recentes, este curiosamente estava numa secção esquecido, poeirento e já com um pouco do plástico que o cobria rasgado... Um verdadeiro renegado da Fnac!!!
Larguei as novidades (Que nem eram assim muitas), e decidi ficar com este lançamento, que por curiosidade era dos mais baratos que lá residiam (13.45€)!
Esta minha versão não é a original de 1996... Esistem mais duas versões deste Original, uma lançada em 2001 pela Unique Leader Records, esta já modificada... E existe ainda outra pela Displeased Records lançada em 2002, mantendo tudo em original, quer a qualidade do som, quer o design! E é esta última que tenho!
''Trading Pieces'' a meu ver, define tudo o que há para definir sobre Brutal Death Metal! É simplesmente rico e completo em qualquer aspecto...
Ainda com a formação inicial, voz e guitarra por Erik Lindmark, também na voz e baixo o Jacoby Kingston, e por último Joey Heaslet na bateria!
30 minutos de pura brutalidade sonora, com um som forte e com uma qualidade única e impetuosa... Uma tonalidade simplesmente incrível!
Todos os instrumentos se enquadram perfeitamente e de forma a criar uma mistura que eu simplesmente não consigo imaginar de outra forma... Um marco genial sem dúvida! Não posso adicionar muito mais, tudo está perfeito... Desde a bateria que preenche cada pedaço de ar, à guitarra com riff's combinados... Um baixo que bem lá no fundo, acompanha tudo, de longe, mas nunca ausente... As vozes que variam e criam um ambiente simplesmente pesado, louco, carnívoro... Letras que a acompanham extremamente bem!!!
Num total de onze faixas, posso levemente dizer que a quarta ''Hunting Humans'' é a minha favorita, a mais transcendente e louca de todo este trabalho!!!
''Trading Pieces'' é praticamente uma obrigação para quem gosta de Brutal Death Metal, um verdadeiro Must!!!
Deeds of Flesh (USA) - Trading Pieces [1996]
Fleshbomb (Rússia) - At the First Stage of Perversion [2008]






Versão Re-Lançada em 2008, em CD!
Este trabalho foi originalmente lançado em 2005, e já nessa altura estava bastante interessado, mas a capa era extremamente ranhosa, para além de ser difícil de o encontrar por aí... Portanto fiquei de pé atrás! Entretanto esqueci-me completamente dos Fleshbomb, e eis que passado uns anos, recebo por Newslatter de uma distribuidora o suposto lançamento ''Fleshbomb - At the First Stage of Perversion'' com o ano referente a 2008. Fui pesquisar e descobri que este mesmo original, foi re-lançado em 2008 com dois temas extra e ainda um vídeo!!! Foi mesmo aí que reservei o meu exemplar, e de nada estou arrependido!!!
Apesar que esta actual capa não é muito melhor, sempre tem mais piada... Digo eu...!
A nível de som, é Brutal Death... Não há muito mais a dizer! É replecto de brutalidade do inicio ao fim, e claro, como não podiam faltar, algumas faixas com excertos de filmes de terror, onde praticamente se houve uma matança levada à banalidade! Realmente Fleshbomb não tem nada de novo para oferecer, para além do entretenimento que é, e de excelente qualidade para quem gosta de Brutal Death! São 35 minutos que passam extremamente rápidos, a qualidade de som é mesmo muito boa, e agradavel de ouvir! De longe aquele som fechado ou simplesmente fora de época! Um pouco complexo, mas de longe técnico, e sempre, mas sempre com uma enorme agressividade do inicio ao fim!
Quanto aos extras, existe o vídeo, que é apenas um clip com misturas de actuações, e dois temas, um delas uma Cover de Mortician, e pelo que tenho ouvido, é sem dúvida uma das melhores representações deste tema. Fazendo assim um total de 11 faixas, com extrema dedicação à brutalidade!!! Um Must para os fãs de Brutal Death, onde a parte 'Brutal' está bem presente, e no fundo é o que realmente interessa.
Ophiolatry (Brasil) - Anti-Evangelistic Process [2002]






Versão normal, em CD!
A lista continua, desta vez com os brasileiros Ophiolatry! Apesar de ser o único disco que tenho deles, também me parece que seja o melhor! Brutal Death Metal do Brazil, e aproveito para seguir a linhagem, porque tal como o meu último post, estes também apresentam um som numa linha de raíz Latino-Americana! Não muito distinto, tirando a primeira faixa que também serve de introdução, onde mostram uma atitude ritualística e tribal, típica raíz desses países.
Mas de longe definir Ophiolatry pela primeira faixa... A banda corre num Brutal Death Metal, com grande qualidade! Este lançamento está avaliado em qualquer coisa como 60 e tal Dollars no famoso site Amazon... Curiosamente esta versão de 2002, foi mais tarde substituída por um re-lançamento em 2009, o que não posso afirmar em grande detalhe! No entanto, dúvido que tenham mudado alguma coisa, simplesmente não foram impressas cópias suficientes e o re-lançamento foi uma boa alternativa, ficando assim a versão original e de 2002, num estado Raro e de coleccionador. Mais uma vez, aconteceu o que está constantemente a acontecer, subestimam a boa qualidade das bandas, e mais tarde estas mesmas ganham valor, e a procura aumenta!
Um Brutal Death bem acentuado, sem irem aos extremos do Grind, ou mesmo do Gore... Puro Brutal Death, cru e sem rodeios nas letras, extremamente blasfémico e anti-religioso de forma directa! Apesar das letras básicas, são bem congestionadas com a música, o que lhes dão um certo valor rítmico! O que nem sempre acontece com lançamentos de muitas outras bandas tão ou menos conhecidas. São ao todo 11 temas de pura brutalidade constante, e nada repetitivo! Muito pouco melódico, embora as guitarras trabalhem no seu melhor, quer de forma agressiva do inicio ao fim e ainda com uns riffs muito aleatórios e rápidos, em constante sintonia com uma bateria que não dá descanso! Uma maior tonalidade relativa ao baixo, e não se perdia nada... Mas nada é perfeito, e nem este ''Anti-Evangelistic Process'' passa por excelência, é simplesmente decente, e verdadeiramente Brutal Death Metal, com uma qualidade de som muito boa!
Recomendado a todos que gostam de Brutal Death, os Ophiolatry conseguem ter uma presença extremamente forte, e o único ponto negativo é mesmo a duração dos temas, que rondam entre dois a três minutos... Fazendo do tempo total cerca de 30 minutos, o que é muito pouco... Daí a grande variedade de som tornando-o repentinoso e imprevisível! Apesar de tudo, não confundir com nada relativo a Grind, pois definitivamente nada tem a ver com o som destes brasileiros!!!