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Funeral Fog (Canadá) - Under The Black Veil [2004]

Posted by Moor On quinta-feira, março 24, 2011 0 comentários Categories: , ,






Versão normal, em CD!

Mais um excelente lançamento que vagueia pelas lojas Online, e que me cativou à mais ao menos três anos. Decidi dar uma oportunidade e encomendei de uma Mail List nacional, até bem conhecida.
Os Canadianos Funeral Fog surpreenderam-me pela positiva logo no primeiro momento em que ouvi o álbum, e agora passado uns valentes anos, posso continuar a dizer que é mesmo um excelente álbum. Infelizmente deles (para já) é o único que tenho... Já me deparei com o segundo e último álbum em diversos site's, será uma aquisição para futuro!

Mas para já, só mesmo este ''Under The Black Veil'', que está recheado de óptimos momentos. Todo o álbum apresenta uma boa conjugação instrumental, mas fico sempre com uma impressão de que a voz está deslocada de todo o som... Não que seja má de todo, mas apenas parece não pertencer ao enquadramento sonoro. Tenho essa sensação de que outra voz ficaria ainda melhor... Tudo porque a parte instrumental é realmente muito boa. Constituída por sons limpos e acertados, apesar de fortes, muito pouco intensos. Intensa é a voz, demorada e rasgada em cada faixa. Letras que se afundam noutros tempos, míticos e escuros... Por alguma razão cobertos de sangue! Há inúmeras referencias a sangue... Sendo a maior e mais engraçada a da quinta faixa que se dá pelo nome do álbum, e fala sobre a condensa Báthory e a sua sede pela imortalidade banhada a sangue.
O grande elemento como em muitos outros é mesmo a guitarra, que faz todas as faixas ganharem um gostinho próprio, dando-lhes assim uma marca registada. A bateria muito bem alinhada, sempre certa. Um projecto extremamente profissional que infelizmente terminou, mas depois deste álbum é impossível não acreditar num possível futuro cheio de bons aspectos para o grupo! Infelizmente isso já não é possível, mas deixaram este marco, que é extremamente aconselhado a todos os fãs de Black Metal, simples e de qualidade.

Esta minha versão é a de 2004, re-lançada pela ''Eclipse Production'', e incluí uma faixa bónus. Uma cover muito bem desempenhada de Burzum, do tema ''Ea, Lord ofthe Depths''.

Burzum (Noruega) - Burzum - Aske [1995]

Posted by Moor On quarta-feira, março 16, 2011 0 comentários Categories: , ,




Versão normal, em CD!

Mais tarde ou mais cedo este nome iria aparecer... Burzum! Quem não conhece? Pensei em colocar tudo que tenho da banda de uma só vez, mas decidi que contaria como álbuns normais. Burzum é o projecto mais conhecido em todo o Black Metal, e apesar de toda a história na vida do Varg ajudar à publicidade, é a música que realmente conta.
Este é o meu projecto musical favorito, desde que ouvi esta espécie de compilação, reunindo o álbum de 1992 ''Burzum'', e o EP ''Aske'' do ano seguinte.
Ouvi isto pela primeira vez já o novo milénio tinha caído sobre nós... Foi o som que me deu o gostinho por este estilo de música. Não só o som, mas também todo o ambiente que ao longo dos anos se foi revelando muito 'próprio' do artista. Cada lançamento tem o seu valor, e deixarei cada um desses valores nos respectivos álbuns.

No caso de ''Burzum / Aske'', a sonoridade lembra-me sempre uma caminhada tenebrosa, ainda nos tempos mais escuros e abstractos do Varg, menos filosóficos que os actuais. Apesar de não ser o Melhor deste projecto, é sempre o que mais nostalgia me dá, por ter sido o primeiro... E o primeiro é sempre o mais memorável quando repetido diversas vezes, em diversas ocasiões.
Gritos frustrantes que ofuscam o ar, de raiva e dor em locais remotos e afastados. Assim é a sonoridade, intensa e forte... Mas com letras envolvidas num nevoeiro mítico de tempos distantes. Distantes e escuros.
Em todos os sessenta minutos do álbum, está presente uma incrível prestação de guitarra... Simplesmente incrível. Desde o tema ''Ea, Lord of the Depths'', que tantas vezes foi tornado em Covers de muitas outras bandas, desde ao pequeno e simples tom de ''Dominus Sathanas''.
Não sei se pelas inúmeras rodagens que já dei a este álbum, ou porque realmente é bom... Mas não há uma única faixa que não seja magnifica. Se tivesse que realçar uma em particular, talvez seria a ''My Journey to the Stars''. Um tema que por vezes me dá gosto ouvir, independentemente de todo o álbum.
Não creio que Burzum tenha definido o 'Black Metal', mas sem dúvida deu uma nova inspiração a uma enchente de bandas. Com uma tonalidade envolvida em ambiente, repleto de uma atmosfera extremamente única, que só se encontra em Burzum.





Versão normal, em CD!

Mais um lançamento Underground, bem lá do fundo. Um Split cheio da mensagem que é dirigida aos fãs, com orgulho e ódio, como já é habitual no NS Black Metal.
O disco é uma junção das bandas mais elementares na frente nacional da América do Norte. Aryan Wind, Brumalis e Valhalla Saints juntam alguns temas e lançam um excelente trabalho, embrulhado numa péssima produção de capa e conteúdos.
Claramente um CR-R, produção não profissional (O que já é casual nestes lançamentos), que mesmo a baixo custo merecia um desenvolvimento mais dedicado. Mas passando à música em si, a primeira parte é composta por ''Aryan Wind'', banda que já teve alguns lançamentos, e estria-se em junção com outros movimentos com as quatro primeiras faixas. Tal como noutros álbuns do projecto, uma voz profunda, forçada arrasta-se por entre a banalidade da bateria e a excelente guitarra/baixo. Mesmo para um artista que actua em todos os instrumentos, é mesmo na voz que menos qualidade é depositada, mas nada que não se oiça! Em todos os temas, a guitarra consegue sempre o lugar ao sol, com algumas marcas muito, mas muito positivas no baixo fazem da prestação de Aryan Wind mais do que decente nesta primeira parte do Split.
Para os Brumalis, a carreira começou exactamente com este Split. Foi o primeiro trabalho, aquele que lançou a banda a ser mais conhecida e logo aceite no meio. Esta segunda parte do Split é provavelmente das mais variadas que há, mas a qualidade passa por medíocre. Actualmente a banda é das três, a mais profissional, mas quando lançado o Split, era este o seu inicio, e para inicio é excelente. Quer a nível de qualidade sonora, quer na composição dos temas. Composição mais adulta, baseada também na muito boa prestação dos instrumentos de cordas, têm também uma bateria acertada e uma voz mais estável, o que torna tudo bem melhor. Perdem para a originalidade dos temas, que mereciam ser mais bem trabalhados!
Por último, a parte de Valhalla Saints, banda que não tem mais nenhum lançamento desde este Split de 2003, e parecem também não ter participado em mais nenhum acto. Embora o vocalista faça directamente parte de outros projectos. De som rasgado no ar, produção com uma qualidade decente, e muito pouca originalidade mas alguma vontade, Valhalla Saints encerram o Split, também com uma boa guitarra, com um grande desejo de aparecer! Estes últimos têm ainda uma cover de John Clifford, numa vertente totalmente Punk.
Ao todo pode não parecer, mas são apenas trinta e cinco minutos de música, com doze faixas nacionalistas Norte-Americanas. Não é uma grande referencia para o NSBM, mas não deixa de marcar presença.

Darkspace (Suíça) - Dark Space II [2006]

Posted by Moor On sexta-feira, janeiro 21, 2011 0 comentários Categories: , ,






Versão normal, em CD!

Não podia adiar este segundo lançamento de Darkspace... Não para outro dia, semana ou mês. Teria que ser na mesma junção do primeiro disco, porque os acho extremamente parecidos. Acho-os envolventes de certa forma até ligados, o que não acontece com o terceiro trabalho, do qual falarei num futuro próximo.
Mais uma vez, tenho a versão re-lançada pela ''Avantgarde Music'', também em 2006, mas numa edição não limitada. Ou pelo menos não tão limitada.
Com um aspecto muito semelhante, num negro imersivo, desde o disco à capa, com um visual também idêntico, embora com uma mensagem diferente, sempre sombria.

O que parecia faltar no primeiro lançamento, é agora reposto, mas a dobrar. Reforçaram a bateria que está ainda mais alinhada com as guitarras, prova disso é a primeira faixa que se torna agressiva como nenhuma o foi até então. O sistema melódico passa a ser realizado pelo entoar das guitarras, e não podia ter saído melhor... Fazendo da primeira faixa uma melodia com pouco mais de vinte minutos. As teclas passam a ser uma ordem principal e secundária. Principal na segunda faixa, onde toda ela é instrumental, com cerca de dez minutos de ambiente sonoro, escuro e pouco visível. Aqui, em todo este perímetro ambiental as teclas alastram-se de forma suave e atmosférica, sem melodias, apenas numa longa corrente... E secundária porque não afecta a música de forma tão sinfónica ou melódica como no lançamento anterior. Já a terceira faixa, envolve umas guitarras ainda mais presentes, com uma bateria mais longitudinal... Fixando-se assim, e por fim, num longo final baseado ao vento da não existência. Mas é na primeira faixa, que Darkspace realmente percorre o grande momento neste trabalho. Não sei se é uma continuidade, ou se apenas depende de quem a ouvir, mas acredito que seja uma relação pessoal... Sempre que oiço o primeiro disco, sinto necessidade de recorrer ao segundo, para terminar esta orquestra sórdida e vazia. Ao ouvir o segundo, penso que o primeiro lançamento ganhe um passado, uma nova perspectiva... Mas não se justificava ter começado pelo segundo, ou seja, este.
''Dark Space II'' tem apenas três faixas, em quase cinquenta e cinco minutos de excelente actos. Com este final, posso pessoalmente concluir este acto, que começou exactamente na primeira faixa do primeiro disco da banda. Na terceira instalação do projecto, não achei que o mesmo ocorre-se, e daí não colocarei o post sobre ele tão cedo.
Ambos lançados em 2006, fazem destes dois discos essenciais para alguém que tem sempre mais curiosidade sobre o género, mas que não faz dele uma inovação, pois isto não inova nem muda, apenas envolve e transporta.

Darkspace (Suíça) - Dark Space I [2006]

Posted by Moor On sexta-feira, janeiro 21, 2011 0 comentários Categories: , ,






Versão normal, em CD!

Se há projecto que sempre me intrigou, este é sem dúvida um deles. É uma mistura de muitas subjectividades que não é o dia-a-dia no Black Metal. Relembrando a infinidade do Universo, passando por uma dimensão não longe da nossa, mas desconhecida para a maior parte, Darkspace falam sobre o espaço, não de tempo, nem de lugar, mas de existência que por acréscimo faz referencia a muitas outras coisas.
Conheci Darkspace quando reparei no disco, totalmente preto, quer o layout, quer a parte de rodagem, são totalmente pretas, ou neste caso, e uma vez que o preto não é uma cor mas sim a ausência dela, o disco por ele já é um grande buraco negro.

Musicalmente falando, tem obrigatoriamente aquele fio que liga tudo aquilo que referi a cima, ao Black Metal, como é óbvio. Não agressivo e longe de ser um lançamento épico, eles bem que por lá andam... Darkspace não é de raíz um exemplo de Black Metal, é apenas levado a certas estruturas do mesmo, misturado com algo que lhe chamam ''Dark Metal''... Limpo as minhas mãos de qualquer subjugação. Longe de mim catalogar banda a banda, na sua mais íntima performance, pois isso a mim pouco me diz, mas e uma vez que tenho de ter a lista de forma organizada pelos géneros mais próximos dos apresentados, Darkspace ficará como Ambient Black Metal. Apesar de todo esse género estar sempre presente a um lado mais natural da existência, mais ''terrestre'' diga-se, não há propriamente um género para uma ou outra banda que falem sobre o espaço de forma literal e musical, daí que fica mesmo assim. Faz justiça ao som, lá isso faz.
Darkspace é um projecto Suíço, simples e sempre curioso, com uma linhagem autónoma nas guitarras e uma bateria acelerada. Contam com um sintetizador que vai criando um teclar atmosférico, quase mágico por entre toda a escuridão. Existem alguns momentos que nos levam a pensar que numa hora e dezasseis minutos, de sete faixas disponíveis, alguma será de extrema qualidade... Mas essa ''faixa desejada'' é apenas dividida por entre todas... De forma simples, não existe uma faixa melhor que a outra, pois todas representam o mesmo som, mudando alguns efeitos sonoros, como por exemplo, o brilhante final da quinta faixa, com um efeito sonoro digno de um filme. Falando em filmes, passagem também pelo filme ''A Space Odyssey'' onde foi retirado o dialogo para a primeira faixa. Mas voltando às atmosferas espaciais, de facto ''Dark Space I'' vai mostrando ao longo de álbum, certos picos de excelente qualidade, mas que não se repetem e muito menos perduram.
Ao terminar este trabalho, percebe-se de o porquê de as coisas terem sido feitas assim, e tudo na tentativa de evitar mais um lançamento com vertente sinfónica ou industrial. Pois são estes dois últimos elementos que dão uma chave diferencial aos temas, do inicio ao fim.
Este primeiro lançamento como álbum por inteiro do projecto, não é o melhor que eles já fizeram, mas é digno de registo no Black Metal, digno também de se acompanhar a banda em futuros lançamentos, como aqui farei, colocando os dois lançamentos a mais que neste momento existem.






Split, Versão normal, em CD!

Ora cá está, um grande lançamento! Death Metal da velha guarda, como bem se quer, antes e nos dias de hoje!
O Split até que é curioso, isto porque engloba lançamentos de duas bandas, mas que na realidade são da mesma, apesar da mudança de nome... Ou seja, os Disgorged após a mudança de músicos, mudaram de nome para Withered Earth.
Este trabalho, engloba assim todos os lançamentos de Disgorged, sendo eles a demo ''Breed for Me'' de 1992, o EP ''Thy Hideous Wake'' de 1994 e mais uma Demo Promo de 1994. Ora, é aqui que aplico o termo ''Old School'', porque é de facto uma compilação de faixas criadas nos primórdios dos anos 90, anos esses tão importantes para o Death Metal!
No caso dos Withered Earth, consiste no primeiro trabalho do grupo com a nova formação e novo nome, a Demo chamada ''Abolish in Thorns''!
Apesar de nenhum dos projectos se manter activo, deixaram excelentes marcos no panorama Death Metal, que inclusive falarei sobre outros lançamentos mais para a frente, mas para já, foco-me neste Split, que para mim reúne o melhor que ambos os actos criaram!
Lógicamente, o som é reconhecido por qualquer fã dos anos 90, este tão reconhecido som... Vozes intensas que perfuram o ar, deixando um rasto pesado a entoar ao som das guitarras que apesar de simples, chegam ao seu pico em quase todas as faixas. Nenhum dos temas necessita de ser rápido para se tornar 'pesado ou intenso', basta a bateria estar no seu melhor, que o faz e bem! Mas em faixas como ''Procreation Under Dooming Skies'', nota-se a faceta mais rápida dos temas, com uma agressividade incrível! Não há defeitos a apontar neste lançamento, é quase que obrigatório para fãs de Death, ainda para mais, para os mais velhos que queiram um gostinho dos bons velhos tempos. Mesmo com toda a boa qualidade, quero também ter em conta, o possível facto de as faixas terem sido melhoradas. O único aspecto negativo, que eu talvez pudesse vir a apontar, seria mesmo alguns aspectos vocais estarem demasiado exagerados, no que toca à nivelação do áudio, mas é algo que acontece tão pouco, que quase não devia de ser mencionado!
No caso dos Withered Earth, a boa qualidade mantém-se, embora na minha opinião, tenham começado a trabalhar bem melhor com as guitarras, criando temas bem mais melódicos. Como o tema ''A Cold Labyrinth Beyond The Dark Towers'', por exemplo. Tudo o resto é muito idêntico, e não era de esperar o menos, uma vez que a mudança de formação não se manifestou assim tanto...

É realmente um marco e tanto, para quem gosta de Death-Metal!

Barathrum (Finlândia) - Hailstorm & Eerie [1995]

Posted by Moor On quinta-feira, dezembro 09, 2010 0 comentários Categories: , , ,












Versão CD Duplo, lançado em 2003!

Mais uma das minhas tentativas de salvaguardar algum dinheiro... Lançamento duplo de Barathrum, que na altura desconhecia a banda e qualquer outro lançamento!
Se no meu último post, as coisas não eram das mais positivas, aqui o cenário não melhora muito... O Duplo CD é directamente relativo aos dois primeiros lançamentos da banda Finlândesa, ''Hailstorm'' e ''Eerie'', ambos de 1995.

Posso, Devo e Vou avaliar ambos os discos de uma só vez, pois ambos me soam extremamente idênticos, além de que fazem parte do mesmo lançamento!
Apesar de nunca mais ter ouvido nada de Barathrum, acredito que na actualidade façam uso do nome ''Black Metal'', mas nestes tempos, ainda baseavam toda a composição no Doom Metal, que não lhes assenta nada mal... Ambos os lançamentos se baseiam nisso, raramente aparece uma ou outra parte mais pesada -e com pesada, quero sublinhar também alternativa-, mas sempre com a mesma composição Doom que tão bem conhecemos.
Este definitivamente são dois lançamentos que têm uma enorme quantidade de fãns, até porque as notas dadas a estes são a cima da média... Ainda hoje não percebo como tal é possível!
Hailstorm só se diferencia realmente de Earie porque este último é mais 'limpo', isto no que toca a som extras. Hailstorm tem uma quantidade enorme de sons de fundo, que deve ter feito as maravilhas de muita gente, ao tentar dar uma imagem de terror e terrorífica, tão conhecida no Black Metal dos anos 90... Exemplo disso é logo a primeira faixa ''Deep From the Depths''. Já no que toca a Earie, muitos adjuntos foram adicionados, mas em menor quantidade, os temas conseguem também uma sonoridade muito mais limpa!
Hailstorm é muito, mas muito repetitivo, conseguindo o mesmo ritmo calmo até ao final, com uma boa performance do baixo, que vai mantendo algum entusiasmo nos temas! Tudo o resto é muito idêntico... Vozes esganiçadas que se fazem ouvir a uma média muito maior que todo o resto dos componentes... Uma bateria que vai entoando na lentidão e dando até uma intensidade à coisa... No caso de Earie, como referi, o som parece bem mais nivelado e acertado, e existe ainda uma maior actividade na inovação, que parecia faltar no trabalho anterior. Sem grande escapatória, a banda continua com um Doom bem acentuado, mas também mais rápido!
Em ambos os álbuns, a banda parece não querer perdurar o bom trabalho por muito tempo, isso, ou sofrem de mau gosto... Isto, porque há de facto alguns momentos muito bons com passagens que realmente são decentes... No entanto parecem ser estragadas devido a rápidas modificações, que fazem com que o ouvinte continue à procura de outro momento... Que acabará por encontrar e imediatamente lho tiram! Faixas como ''Lord of South and Fire'' ou ''Vampire'', revelam bem essa faceta...
As letras parecem ter sido escritas sobre algumas doses de droga, mas ainda com algum/bastante significado... Tipicamente banais dos anos 90 na 'cena', e sem muito destaque...

''Hailstorm & Eerie'' é um lançamento que hoje, não apostava! Nunca mais cheguei a ouvir outro trabalho da banda, e talvez o faça, para ver se continuam com a mesma linhagem sonora, o que acredito/espero que tenham mudado!
Um disco que rodou muito pouco na minha colecção, por falta de paciência para ouvir a mesma voz a pronunciar palavras em gritos, que realmente dizem muito pouco...

Black Witchery (USA) - Upheaval of Satanic Might [2005]

Posted by Moor On quarta-feira, novembro 24, 2010 0 comentários Categories: , ,








Versão normal, em CD!

Black Witchery!!! Quem não conhece este lançamento?! É praticamente mítico já... Tem uma história fora do vulgar, de como o adquiri. Andava eu por umas distros e site's, quando percebi que este disco estava em grande parte deles. Uma vez que me estava a aparecer constantemente, ou significava que era comercial, ou então uma valente treta e ninguém o levava... Das duas opções, nenhuma me parecia melhor que a outra, mas tanto pensei que decidi comprar. Hoje, que já lhe dei umas valentes voltas, posso afirmar que de comercial não tem nada... É mesmo conhecido pela sua má qualidade...
Eu sabia que provavelmente a qualidade do lançamento seria fraca, mas... Não estava à espera de algo tão... Tão 'singular'. Este é um lançamento especialmente diferente do habitual, e na minha opinião bastante fraco. Não vou poder dar grandes apelos a temas diferentes, ou a peculiaridades da música, porque na verdade esta é extremamente repetitiva e de muito mau gosto... Todos os temas fazem-me lembrar uma moto-serra a cortar o ar, e isto até pode parecer engraçado no sentido literal, mas não é mesmo nada agradável... Por outras vezes parece uma motorizada em constante movimento, e os acordes assemelham-se às mudanças de velocidade... Até acho que esta última metáfora se enquadra bem na pintura. Todas as faixas são baseadas no mesmo ritual; Guitarra afiada e sempre nos mesmos acordes repetitivos e constantemente nas mesmas notas. Bateria com o mesmo rumo, sempre a bater no mesmo... Vozes aceleradas e sem o mínimo de interesse... Cada faixa é mais do mesmo!!! Uns tons mais intensos aqui, outros ali, mas vai sempre dar no mesmo, em todos os sentidos.
Gostava de avaliar este trabalho, de forma alternativa, ou até numa outra perspectiva... Mas não dá mesmo! Os Black Witchery derrubam qualquer hipótese quando criam mais do que uma faixa, em que quase não se nota a diferença musical... Por momentos até pensei ter ripado a mesma música dez vezes, ou então que a primeira faixa teria cerca de dez minutos... nem uma coisa, nem outra, infelizmente já o disco ia nos vinte sete minutos, muito perto do final. A nível lírico a coisa não melhora, em constantes blasfémias ao reinado Cristão e todos os seus adeptos... Pena que mesmo esses, não percebam nada do que é dito...

Esta minha versão é correspondente à lançada em 2005 pela Osmose Productions, e embora na capa apenas assinale nove faixas, esta versão consiste em dez. Sendo a última uma Cover dos Blasphemy. Cover essa que parece estar incluída em todas as versões do lançamento, menos numa versão promocional das produções Red Stream!
Acredito também, que este disco tenha vendido, por idiotas como eu, que o compram numa tentativa de exploração sonora...
Um álbum, com muito pouco profissionalismo e falta de imaginação!

Fleshold (USA) - Pathetic [1995]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , ,










Versão normal, em CD!

Fleshold... Mais Death Metal dos anos 90! ''Pathetic'' saiu em 1995, e ao contrario do Post anterior, tem alguma boa qualidade nos seus momentos, que fazem este lançamento atingir o patamar da boa qualidade e decência.
Apesar de ''Pathetic'' ter sido lançado em 1995, a banda iniciou-se nos lançamentos em 1991, e apesar de apenas ter três lançamentos, dos quais este é o álbum, têm ainda duas Demos. Acredito que as Demos tenham tido a sua popularidade e interesse para os fãs de Death Metal naquela altura, mas penso que é nisso que este álbum foi lançado... Nunca ouvi as Demos, mas acredito (Devido a alguns factores, como a Cover da Demo ''Without a God'', ser a mesma que ''Pathetic'') que este trabalho seja uma linha continua das mesmas, neste caso, num som e ambiente muito ligado ao inicio dos anos 90. A banda não se preocupou em mudar ou inovar, na verdade mantiveram o mesmo som, e ainda bem. Este foi o último lançamento do projecto, e com todas as mudanças na formação, posso dizer que terminou bastante bem.
Uma extrema importância nas guitarras, com alguma e boa variedade de som, mas sempre presentes em todas as faixas, como a grande marca! Bateria normal, sem grandes aspectos a mencionar, assim como o baixo! Voz que me faz lembrar os tempos de Sepultura, e letras que são tipicamente Americanas daquela época.
Por entre todas as faixas, ''Our Minds Merge'' é para mim aquele ponto significativo no lançamento, em que digo que é um bom disco. Não excelente, mas sim decente! 40 minutos de bom Death Metal da velha guarda, com boa qualidade e que como óbvio, já não se faz hoje em dia!

No geral é um bom trabalho, lembro-me de o ter comprado Online, e fiquei curioso pelo preço tão baixo, e dois factos extra; um é ser o único álbum da banda, e o segundo, de ser de uma banda que apesar de já circular desde 1991, tem apenas um álbum e duas demos, Mas que continua activa... É difícil de perceber como, mas é verdade. Pelo menos até esta data!

Morta Skuld (USA) - Surface [1997]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , ,








Versão normal, em CD!

Se há bom Death Metal actualmente, então nem é preciso mencionar a qualidade deste nos anos 90... Infelizmente, este não é um exemplo dessa qualidade. Não é terrivelmente mau, mas não passa o nível de medíocre.
Os Americanos Morta Skuld, podem até ter bons lançamentos, não duvido disso, mas este definitivamente não é um deles... Talvez por ser o último trabalho que a banda criou, e talvez ainda por ter influencias 'manhosas'... A banda mudou o nome para MS2, e mais tarde para 9mm através do vocalista Dave Gregor e do baixista Jason Hellman! Ambos os projectos num âmbito Nu-Metal, ou lá que merda lhe chamam... Por isso mesmo, já dá para ter uma certa ideia das influencias manhosas que vão aparecendo aqui e ali... Não que a banda tenha arrastado demasiado a sonoridade para esse campo, caso contrario não seria Death Metal... No entanto, nota-se ali uma vontade grande de ultrapassar o velho e bom Death Metal, para algo mais (Neste caso, menos)... Uma sonoridade cansada e demasiado forçada, que com a passagem do tempo acaba por se tornar repetida e mesmo sem originalidade.
Não é que seja extremamente mau, mas é daqueles álbuns, em que ouvir quarenta segundos de cada faixa, é o suficiente para dar toda a atenção que o álbum merece...
Eu quero realmente adquirir algum lançamento mais primordial da banda, pois ainda acredito na boa qualidade que talvez possa existir, não pelo Split que fizeram com os Vital Remains, mas mesmo porque este ''Surface'' não foi feito com gosto... E quando as coisas não são feitas com gosto, realmente não resulta lá muito bem... São 35 minutos, dos quais não consigo seleccionar uma faixa em particular que me agrade em especial! Se o fizesse, talvez fosse a ''Lords of Discipline'', pela irregularidade que tem no som, apesar dos altos e baixos constantemente repetitivos, tem um som mais forte, e uma voz mais dedicada!
Não é completamente um mau trabalho, apenas permanece numa normalidade sem grande interesse e postura, algum cansaço e falta de dedicação...
Quem não gostar de Death Metal como ele na verdade é, é capaz de gostar, mas com tanta coisa que existe, facilmente se identifica um lançamento com pouco entusiasmo... Um trabalho regular e simplesmente normal.

Versão lançada pela Pavement Music, em 1998... Um ano mais tarde do lançamento original... Não sei a que se dei este Re-lançamento, e se algo foi modificado, apenas deve ter sido a nível de Artcovers.