









Versão CD Duplo, lançado em 2003!
Mais uma das minhas tentativas de salvaguardar algum dinheiro... Lançamento duplo de Barathrum, que na altura desconhecia a banda e qualquer outro lançamento!
Se no meu último post, as coisas não eram das mais positivas, aqui o cenário não melhora muito... O Duplo CD é directamente relativo aos dois primeiros lançamentos da banda Finlândesa, ''Hailstorm'' e ''Eerie'', ambos de 1995.
Posso, Devo e Vou avaliar ambos os discos de uma só vez, pois ambos me soam extremamente idênticos, além de que fazem parte do mesmo lançamento!
Apesar de nunca mais ter ouvido nada de Barathrum, acredito que na actualidade façam uso do nome ''Black Metal'', mas nestes tempos, ainda baseavam toda a composição no Doom Metal, que não lhes assenta nada mal... Ambos os lançamentos se baseiam nisso, raramente aparece uma ou outra parte mais pesada -e com pesada, quero sublinhar também alternativa-, mas sempre com a mesma composição Doom que tão bem conhecemos.
Este definitivamente são dois lançamentos que têm uma enorme quantidade de fãns, até porque as notas dadas a estes são a cima da média... Ainda hoje não percebo como tal é possível!
Hailstorm só se diferencia realmente de Earie porque este último é mais 'limpo', isto no que toca a som extras. Hailstorm tem uma quantidade enorme de sons de fundo, que deve ter feito as maravilhas de muita gente, ao tentar dar uma imagem de terror e terrorífica, tão conhecida no Black Metal dos anos 90... Exemplo disso é logo a primeira faixa ''Deep From the Depths''. Já no que toca a Earie, muitos adjuntos foram adicionados, mas em menor quantidade, os temas conseguem também uma sonoridade muito mais limpa!
Hailstorm é muito, mas muito repetitivo, conseguindo o mesmo ritmo calmo até ao final, com uma boa performance do baixo, que vai mantendo algum entusiasmo nos temas! Tudo o resto é muito idêntico... Vozes esganiçadas que se fazem ouvir a uma média muito maior que todo o resto dos componentes... Uma bateria que vai entoando na lentidão e dando até uma intensidade à coisa... No caso de Earie, como referi, o som parece bem mais nivelado e acertado, e existe ainda uma maior actividade na inovação, que parecia faltar no trabalho anterior. Sem grande escapatória, a banda continua com um Doom bem acentuado, mas também mais rápido!
Em ambos os álbuns, a banda parece não querer perdurar o bom trabalho por muito tempo, isso, ou sofrem de mau gosto... Isto, porque há de facto alguns momentos muito bons com passagens que realmente são decentes... No entanto parecem ser estragadas devido a rápidas modificações, que fazem com que o ouvinte continue à procura de outro momento... Que acabará por encontrar e imediatamente lho tiram! Faixas como ''Lord of South and Fire'' ou ''Vampire'', revelam bem essa faceta...
As letras parecem ter sido escritas sobre algumas doses de droga, mas ainda com algum/bastante significado... Tipicamente banais dos anos 90 na 'cena', e sem muito destaque...
''Hailstorm & Eerie'' é um lançamento que hoje, não apostava! Nunca mais cheguei a ouvir outro trabalho da banda, e talvez o faça, para ver se continuam com a mesma linhagem sonora, o que acredito/espero que tenham mudado!
Um disco que rodou muito pouco na minha colecção, por falta de paciência para ouvir a mesma voz a pronunciar palavras em gritos, que realmente dizem muito pouco...
Barathrum (Finlândia) - Hailstorm & Eerie [1995]
Defuntos (Portugal) - Sangue Morto [2007]






Versão em CD!
Defuntos... A minha banda favorita em Portugal! Não existe nenhum outro projecto Nacional a quem dedico tanta atenção e constante procura. Conheci-os em 2007, com este mesmo lançamento, ''Sangue Morto''. Imediatamente me saltou à vista as letras totalmente em Português, não que fosse inédito, mas sempre é algo curioso.
Porque não experimentar? Mal ouvi, percebi de imediato que este projecto era para ter um sucesso incrível, porém, continuamente desconhecido... O que não me espanta e espero que continue assim. Depois deste lançamento, a banda continua com mais sete lançamentos, incluindo uma única Demo anterior a este. Mas a grandiosidade de toda esta perspectiva continua exactamente igual como em 2007.
''Sangue Morto'' apresenta um som... Morto, mas existente! Não é propriamente Black Metal, e as influencias Doom estão sempre presentes, embora com uma tonalidade pesada, não é rápida. Apenas intensa. Não são precisos muitos 'esquemas' para fazer música, Conde F e o Conde J usam sons simples mas rítmicos para habituar o ouvido à constante e pequena melodia inicial, que mais tarde ou mais cedo se torna no ponto alto de qualquer faixa! Apenas com Bateria, Vozes e Baixo, os temas são extremamente completos e bem expostos, numa atmosfera fúnebre, tal como pretendido. Mesmo com três instrumentos, todos eles são tão 'sentidos', que falam por si mesmos, como se tivessem algo a expor, uma vontade... Não consigo descrever qual o melhor, pois todos eles estão no mesmo nível de qualidade, e não é apenas o meu gosto a escrever, é tal e qual como representado por este dueto. Da mesma forma é-me impossível descrever a melhor faixa por entre todas as sete, ou um ponto alto... Não existe e nunca existirá nestes 45 minutos de boa música. O álbum deve ser ouvido como um todo, como algo que marca a presença de X e permanece em aberto para ser relembrado em vários pontos de viragem da 'vida' e da 'morte'. Atmosféricamente pesado na atitude, é pelas letras que mais absorvem qualquer intuito de ignorar tudo isto... É fúnebre e morto, mas não violento e nunca agressivo... É como a verdade é, simples e poeticamente triste. O sentido lírico para além da tristeza e do sofrimento, aborda os que já não estão entre nós. Não de forma religiosa ou noutra perspectiva pessoal, mas sim sentimental e com uma lembrança enorme... De algo que fica em aberto, a qualquer um que ouvir.
São os pequenos acordes do baixo que marcam o ambiente melódico decorrente no álbum, a bateria que preenche cada necessidade de espaço, e a voz, que rasga toda esta maldição que parece saber tão bem...!
Defuntos foi e ainda é, neste ano de 2010, a banda que mais me dá interesse em Portugal. Pela sua individualidade, pelas letras próprias mas abertas a qualquer um por instinto de assunto, e até pela grande quantidade de bons lançamentos!
Na qualidade da música, não existe apenas 'um som', reside também, um sentimento Português, muito grande.
Esta versão foi também lançada em cassete, que também a tenho, e escreverei sobre ela mais para a frente.