Demo, Cassete Limitada a 333 Exemplares!

Flagellum Dei... Aqui está uma Cassete que vale a pena ter para os fãs de Black Metal Nacional! ''Victory Of A Tyrant Agression'' bem que podia ser uma compilação, ou algo em diferente de um lançamento regular... Isto porque das 12 faixas disponíveis, as seis primeiras são as mesmas que foram lançadas em 2002 na Demo ''Victory of Tyranny'', e da sétima à décima segunda, são tudo faixas ao vivo em Barroselas. No sexto ano do evento, ano de 2003.
Logo aqui, nada é novo... No entanto, para pessoal como eu que não gosta de CD-r's com qualidade merdosa, esta Demo compensa (Não só pelas faixas ao vivo), mas pela tiragem que sempre tem um aspecto mais profissional.
Mas passando à música em si, que se divide em duas partes; Parte relativa ao lado ''Tyranny'', consiste nas faixas já editadas anteriormente, com a excepção da última ''Holocaust In Flames (Outro)'' que não está presente. Não posso avaliar ao certo a qualidade, mas ambas me parecem ser idênticas, apesar que este lançamento ouvi directamente pela Cassete e não em MP3. Black Metal sem um grande interesse... É aquele típico som 100% Português que fez as bandas nacionais ganharem fama de 'Nada de Mais...''. É mesmo por aí, não interessa quantas voltas lhe damos. A nível de qualidade está muito bem editado, com uma sonoridade muito boa... Já a nível criativo está básico, repetitivo e quando tentam quebrar a monotonia dos temas, tornam-nos ainda mais aborrecidos! Não são maus, no sentido de ser mesmo baseado em aspectos negativos... Se é que os há, é apenas um... Os irritantes barulhos dos pratos da bateria que não param por um segundo, e chegam a ser extremamente irritantes... Tanto, que até tendem a fazer solos com eles...! Tirando este pormenor técnico, não lhe atribuo mais nenhum defeito a não ser a falta de criatividade. Esta não é um defeito, é uma qualidade, e que nem todos têm, mas com esforço e trabalho conseguiriam. Noto um pouco de preguiça, por exemplo nas vozes... Constantemente as mesmas, sem qualquer esforço de diferenciar neste ou naquele momento... O resto instrumentos acompanham essa teoria, e apenas no tema ''The Old Gates Of Night'' se nota ali uma diferença de calibre sonoro, mas passa rápido... É mesmo por passar rápido, e com imensas semelhanças que a Demo se torna curta. No entanto, vai tendo alguns detalhes que com o tempo e as inúmeras tentativas quase andam ali pela tonalidade certa.
Quanto ao lado ''Aggression'', representa o lado ao vivo da coisa. Com alguns temas presentes nas primeiras faixas, outros de lançamentos anteriores, a presença ao vivo de Flagellum Dei é basicamente a mesma... No entanto, muda a qualidade sonora, que me faz lembrar assim de repente ESTE LANÇAMENTO, também muito famoso pela sua qualidade... Acho que as gravações ao vivo, não são o forte das bandas Portuguesas... Por isso não vou mencionar nada que não tenha já sido mencionado. Incluindo o bom esforço e vontade do projecto, mesmo que para estes efeitos ao vivo, seja complicado ter uma 'boa qualidade'.

Apesar da sonoridade normalíssima, e da menos boa qualidade ao vivo, considero este um bom lançamento! Mesmo que a sonoridade seja do mais simples que há, tem os seus momentos, que também por mais normais que sejam, têm a sua qualidade e esforço. São quase 45 minutos de lembranças e prestações ao vivo, que até ficaram bem neste lançamento.

Fleshold (USA) - Pathetic [1995]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , ,










Versão normal, em CD!

Fleshold... Mais Death Metal dos anos 90! ''Pathetic'' saiu em 1995, e ao contrario do Post anterior, tem alguma boa qualidade nos seus momentos, que fazem este lançamento atingir o patamar da boa qualidade e decência.
Apesar de ''Pathetic'' ter sido lançado em 1995, a banda iniciou-se nos lançamentos em 1991, e apesar de apenas ter três lançamentos, dos quais este é o álbum, têm ainda duas Demos. Acredito que as Demos tenham tido a sua popularidade e interesse para os fãs de Death Metal naquela altura, mas penso que é nisso que este álbum foi lançado... Nunca ouvi as Demos, mas acredito (Devido a alguns factores, como a Cover da Demo ''Without a God'', ser a mesma que ''Pathetic'') que este trabalho seja uma linha continua das mesmas, neste caso, num som e ambiente muito ligado ao inicio dos anos 90. A banda não se preocupou em mudar ou inovar, na verdade mantiveram o mesmo som, e ainda bem. Este foi o último lançamento do projecto, e com todas as mudanças na formação, posso dizer que terminou bastante bem.
Uma extrema importância nas guitarras, com alguma e boa variedade de som, mas sempre presentes em todas as faixas, como a grande marca! Bateria normal, sem grandes aspectos a mencionar, assim como o baixo! Voz que me faz lembrar os tempos de Sepultura, e letras que são tipicamente Americanas daquela época.
Por entre todas as faixas, ''Our Minds Merge'' é para mim aquele ponto significativo no lançamento, em que digo que é um bom disco. Não excelente, mas sim decente! 40 minutos de bom Death Metal da velha guarda, com boa qualidade e que como óbvio, já não se faz hoje em dia!

No geral é um bom trabalho, lembro-me de o ter comprado Online, e fiquei curioso pelo preço tão baixo, e dois factos extra; um é ser o único álbum da banda, e o segundo, de ser de uma banda que apesar de já circular desde 1991, tem apenas um álbum e duas demos, Mas que continua activa... É difícil de perceber como, mas é verdade. Pelo menos até esta data!

Morta Skuld (USA) - Surface [1997]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , ,








Versão normal, em CD!

Se há bom Death Metal actualmente, então nem é preciso mencionar a qualidade deste nos anos 90... Infelizmente, este não é um exemplo dessa qualidade. Não é terrivelmente mau, mas não passa o nível de medíocre.
Os Americanos Morta Skuld, podem até ter bons lançamentos, não duvido disso, mas este definitivamente não é um deles... Talvez por ser o último trabalho que a banda criou, e talvez ainda por ter influencias 'manhosas'... A banda mudou o nome para MS2, e mais tarde para 9mm através do vocalista Dave Gregor e do baixista Jason Hellman! Ambos os projectos num âmbito Nu-Metal, ou lá que merda lhe chamam... Por isso mesmo, já dá para ter uma certa ideia das influencias manhosas que vão aparecendo aqui e ali... Não que a banda tenha arrastado demasiado a sonoridade para esse campo, caso contrario não seria Death Metal... No entanto, nota-se ali uma vontade grande de ultrapassar o velho e bom Death Metal, para algo mais (Neste caso, menos)... Uma sonoridade cansada e demasiado forçada, que com a passagem do tempo acaba por se tornar repetida e mesmo sem originalidade.
Não é que seja extremamente mau, mas é daqueles álbuns, em que ouvir quarenta segundos de cada faixa, é o suficiente para dar toda a atenção que o álbum merece...
Eu quero realmente adquirir algum lançamento mais primordial da banda, pois ainda acredito na boa qualidade que talvez possa existir, não pelo Split que fizeram com os Vital Remains, mas mesmo porque este ''Surface'' não foi feito com gosto... E quando as coisas não são feitas com gosto, realmente não resulta lá muito bem... São 35 minutos, dos quais não consigo seleccionar uma faixa em particular que me agrade em especial! Se o fizesse, talvez fosse a ''Lords of Discipline'', pela irregularidade que tem no som, apesar dos altos e baixos constantemente repetitivos, tem um som mais forte, e uma voz mais dedicada!
Não é completamente um mau trabalho, apenas permanece numa normalidade sem grande interesse e postura, algum cansaço e falta de dedicação...
Quem não gostar de Death Metal como ele na verdade é, é capaz de gostar, mas com tanta coisa que existe, facilmente se identifica um lançamento com pouco entusiasmo... Um trabalho regular e simplesmente normal.

Versão lançada pela Pavement Music, em 1998... Um ano mais tarde do lançamento original... Não sei a que se dei este Re-lançamento, e se algo foi modificado, apenas deve ter sido a nível de Artcovers.

Menhir (Alemanha) - Buchonia [1998]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , ,







EP, Versão normal, em CD!

Menhir... Por entre tantos lançamentos, o único que tenho (Por enquanto) é o EP ''Menhir'', lançado em 1998, e também o único EP pelo grupo. O que mais me chamou a atenção, foi sem dúvida a capa, que de longe me parece associada ao Black Metal... Por isso, decidi verificar este lançamento. Já esperava inúmeras referencias ao Folk, mas nunca pensei que fosse conter tanta sonoridade Folk. Não é necessariamente negativo todas estas referencias, até porque a banda tem mesmo uma atitude ''lendária''... O som é aquilo que eu chamo Folk Black Metal, mas não o suficiente para ser extremamente Folk, daí suponho que lhe chamem ''Pagan Black Metal''... Mas a nível de som, todo o lançamento está longe de ser ''Black Metal''. No entanto, como só ouvi este trabalho, e tendo em conta a informação que existe, vou catalogar isto como e apenas Black Metal.
As raízes dos temas são do mais tradicional possível, bem trabalhadas, ainda por Heiko nas vozes e Fix na bateria, teclas e guitarra. Conseguem a atmosfera pretendida com apenas quatro faixas num total de vinte minutos extremamente melódicos. Por entre os quatro temas, apenas um é instrumental, o ''Buchonia'', e também o meu favorito... É simplesmente incrível, a extrema melodia que me é familiar por alguma razão que desconheço, é como se fosse perfeita para a banda sonora de 'algo'... As teclas não fazem apenas soar a beleza da faixa numero três, mas como todas as outras, que soam a uma tonalidade de paz e com uma clareza incrível! Existe uma voz feminina, que cita letras por entre os instrumentos simples mas sempre em constante melodia com estes. Voz essa que não aparece na listagem, mas seria a de Manuela, responsável pela sintetização na primeira Demo da banda?! Acredito que sim, até porque ela abandonou o projecto em 2001... Por isso tudo indica que sim. A voz masculina não fica atrás, e embora com uma tonalidade obrigatoriamente diferente, acaba sempre por ter a feminina como eco, que as descreve logo de imediato!
As Artcovers não podiam coincidir melhor com a sonoridade, representam exactamente aquilo que a música transmite, um padrão exacto, como pouco se vê.

Buchonia foi também lançado em 2003, pela editora Perverted Taste, versão essa que tenho. No entanto, acredito que na tiragem tudo se mantivesse como a original de 1998!
Um excelente marco, melodicamente tradicional e nunca fora de época!

Defuntos (Portugal) - Sangue Morto [2007]

Posted by Moor On domingo, novembro 21, 2010 0 comentários Categories: , , ,








Versão em CD!

Defuntos... A minha banda favorita em Portugal! Não existe nenhum outro projecto Nacional a quem dedico tanta atenção e constante procura. Conheci-os em 2007, com este mesmo lançamento, ''Sangue Morto''. Imediatamente me saltou à vista as letras totalmente em Português, não que fosse inédito, mas sempre é algo curioso.
Porque não experimentar? Mal ouvi, percebi de imediato que este projecto era para ter um sucesso incrível, porém, continuamente desconhecido... O que não me espanta e espero que continue assim. Depois deste lançamento, a banda continua com mais sete lançamentos, incluindo uma única Demo anterior a este. Mas a grandiosidade de toda esta perspectiva continua exactamente igual como em 2007.
''Sangue Morto'' apresenta um som... Morto, mas existente! Não é propriamente Black Metal, e as influencias Doom estão sempre presentes, embora com uma tonalidade pesada, não é rápida. Apenas intensa. Não são precisos muitos 'esquemas' para fazer música, Conde F e o Conde J usam sons simples mas rítmicos para habituar o ouvido à constante e pequena melodia inicial, que mais tarde ou mais cedo se torna no ponto alto de qualquer faixa! Apenas com Bateria, Vozes e Baixo, os temas são extremamente completos e bem expostos, numa atmosfera fúnebre, tal como pretendido. Mesmo com três instrumentos, todos eles são tão 'sentidos', que falam por si mesmos, como se tivessem algo a expor, uma vontade... Não consigo descrever qual o melhor, pois todos eles estão no mesmo nível de qualidade, e não é apenas o meu gosto a escrever, é tal e qual como representado por este dueto. Da mesma forma é-me impossível descrever a melhor faixa por entre todas as sete, ou um ponto alto... Não existe e nunca existirá nestes 45 minutos de boa música. O álbum deve ser ouvido como um todo, como algo que marca a presença de X e permanece em aberto para ser relembrado em vários pontos de viragem da 'vida' e da 'morte'. Atmosféricamente pesado na atitude, é pelas letras que mais absorvem qualquer intuito de ignorar tudo isto... É fúnebre e morto, mas não violento e nunca agressivo... É como a verdade é, simples e poeticamente triste. O sentido lírico para além da tristeza e do sofrimento, aborda os que já não estão entre nós. Não de forma religiosa ou noutra perspectiva pessoal, mas sim sentimental e com uma lembrança enorme... De algo que fica em aberto, a qualquer um que ouvir.
São os pequenos acordes do baixo que marcam o ambiente melódico decorrente no álbum, a bateria que preenche cada necessidade de espaço, e a voz, que rasga toda esta maldição que parece saber tão bem...!

Defuntos foi e ainda é, neste ano de 2010, a banda que mais me dá interesse em Portugal. Pela sua individualidade, pelas letras próprias mas abertas a qualquer um por instinto de assunto, e até pela grande quantidade de bons lançamentos!
Na qualidade da música, não existe apenas 'um som', reside também, um sentimento Português, muito grande.
Esta versão foi também lançada em cassete, que também a tenho, e escreverei sobre ela mais para a frente.




Split, Cassete Limitada a 150 Exemplares!

All the Cold e Mordheim juntam-se para criarem o primeiro Split de ambos os projectos, o extremamente limitado ''Possessed by Madness''.
Este Split é basicamente composto por temas dos All the Cold, visto que das 7 faixas, apenas duas pertencem aos Franceses Mordheim.
Lançado no final do ano de 2008, ''Possessed by Madness'' é uma boa mistura... Mistura os primórdios dos All the Cold, que apesar de ainda não terem anos e anos no activo, dá para ver pela quantidade de lançamentos que a banda não tem andado se não para a frente. Criando um som já muito próprio da Rússia, com algumas modificações..! Pela parte de Mordheim, tal como a nacionalidade indica, Black Metal Underground Francês.

Apesar da diferença atmosférica, ambas as bandas se aproximam muito da mesma mensagem... Desolação, Desespero, e Tristeza, são as três grandes faces deste lançamento. Com a incrível passagem gelada dos All the Cold, com temas longincuos e obscuros, envolvidos numa tremenda loucura de solidão. Escapa-me agora, talvez o melhor tema presente; ''I am Dead'', correspondente à quarta faixa, por entre uma introdução e finalização já bem habitual por projectos também relacionados com o ambiental e a influencia electrónico-experimental! Os Russos nestes temas dão uma larga importância à guitarra e música de fundo, fundindo assim um ambiente muito afastado da realidade... Sem dúvida são eles que dão sentido à 'Madness'. All the Cold consegue um som que sem dúvida completa todos e quaisquer requisitos para que este seja um bom trabalho... No entanto, a qualidade por si, isto é, a nível de áudio, poderia ser um pouco melhor... Visto que a diferença de som entre as bandas ainda é 'bastante' notável...
Na minha opinião, são os Mordheim que acabam por levar a melhor, embora numa vertente um pouco diferente... Ambas as bandas conseguem uma sonoridade 'quase' depressiva, digo quase, porque não sinto o 'desespero' na sua fase mais pura, mas se chegam a tentar forçar esse degrau? Acho que sim, um pouco por aí...
Apesar de Mordheim só contar com duas faixas, são dois temas que musicalmente têm uma compostura mais 'adulta', mais completa e até com uma qualidade de som superior! Tanto All the Cold como Mordheim tentam uma abordagem melódica de vez enquanto, mas são também os franceses que a atingem na perfeição, e conseguem não abusar da dose, distribuindo-a de forma a encaixar nos momentos mais apropriados. Curiosamente a segunda faixa de Mordheim, e também a última do Split, chama-se ''All the Cold'', e tem uma introdução simplesmente magnifica... Faço desta, não só a minha faixa favorita de Mordheim, mas como de todo o Split.

Artcover muito simples, e lançamento muito limitado... Uma excelente passagem de Black Metal Europeu, que não deve ser deixada de lado...








EP, Versão normal, em CD!

O marco da minha primeira experiência com o Gore! Mais tarde que a data original do lançamento claro, mas mesmo assim este trabalho é inadequado a qualquer comparação com determinado ano ou época... É Gore, e o Gore é sempre o mesmo!
Apesar de Holocausto Canibal ser um projecto bastante respeitado no estrangeiro, e é um Must Have para todos os amantes do Gore por esse globo fora, em Portugal acaba por não ser levado muito a sério... Mas também, pergunto isto em geral, desde quando o Gore é levado a sério?! É mesmo por aí... Acho que dificilmente é levado a sério. Mas também não é extremamente difícil de entender, depende da linhagem de cada um...! Ainda me lembro de percorrer algumas lojas mais conhecidas no meio Underground em busca de mais lançamentos da banda, e simplesmente ninguém os conhecia... O que é estranho...

'Gonorreia Visceral' foi o primeiro trabalho a sério dos Portugueses, um EP literalmente cheio de sangue. Agora e hoje, depois de termos uma carrada de lançamentos disponíveis, podemos facilmente dizer que este álbum é muito, mas muito 'inicial'... Com isto dizer, que tirando a fantástica mão artística do álbum, a música em si, ainda é muito verde. Mesmo para um lançamento 'Gore'. O conceito é de certa forma exprimido, mas falta-lhe mais vontade... Como se o que fizessem fosse algo ''único'', o que não é... Mas trata-se de um EP, e logo o primeiro, suponho que lhes devemos dar um pequeno desconto!
Com 8 faixas, e quase 20 minutos, é difícil de dizer qual o grande momento do disco, uma vez que há imensas semelhanças ao longo do mesmo! Para avaliar Holocausto Canibal, este não é definitivamente o melhor exemplo, porém é precisamente o primeiro, e tem a sua qualidade.
Continua a ser um excelente marco no Gore, e de certa forma, um pouco raro... Pelo menos na altura, não foi propriamente fácil encontrar uma versão 'decente' do mesmo.

Deeds of Flesh (USA) - Trading Pieces [1996]

Posted by Moor On quarta-feira, outubro 06, 2010 0 comentários Categories: , ,








Versão normal, em CD!

Este é o meu disco favorito de Brutal Death Metal... Talvez porque realmente é bom, ou talvez por nostalgia e significado que tem...
Foi também o primeiro que ouvi, e repeti a dose enumeras vezes... Talvez seja mesmo por isso que o considero o meu favorito... Mas hoje e agora, ouvindo muitas outras coisas, e já com uns largos anos passados, continuo a reconhecer o quão bom este lançamento é... Não falo da banda em si, mas mais precisamente deste ''Trading Pieces''!
Vi-o à venda em inícios de 2000, e apesar de na época procurar por entre os lançamentos mais recentes, este curiosamente estava numa secção esquecido, poeirento e já com um pouco do plástico que o cobria rasgado... Um verdadeiro renegado da Fnac!!!
Larguei as novidades (Que nem eram assim muitas), e decidi ficar com este lançamento, que por curiosidade era dos mais baratos que lá residiam (13.45€)!
Esta minha versão não é a original de 1996... Esistem mais duas versões deste Original, uma lançada em 2001 pela Unique Leader Records, esta já modificada... E existe ainda outra pela Displeased Records lançada em 2002, mantendo tudo em original, quer a qualidade do som, quer o design! E é esta última que tenho!

''Trading Pieces'' a meu ver, define tudo o que há para definir sobre Brutal Death Metal! É simplesmente rico e completo em qualquer aspecto...
Ainda com a formação inicial, voz e guitarra por Erik Lindmark, também na voz e baixo o Jacoby Kingston, e por último Joey Heaslet na bateria!
30 minutos de pura brutalidade sonora, com um som forte e com uma qualidade única e impetuosa... Uma tonalidade simplesmente incrível!
Todos os instrumentos se enquadram perfeitamente e de forma a criar uma mistura que eu simplesmente não consigo imaginar de outra forma... Um marco genial sem dúvida! Não posso adicionar muito mais, tudo está perfeito... Desde a bateria que preenche cada pedaço de ar, à guitarra com riff's combinados... Um baixo que bem lá no fundo, acompanha tudo, de longe, mas nunca ausente... As vozes que variam e criam um ambiente simplesmente pesado, louco, carnívoro... Letras que a acompanham extremamente bem!!!
Num total de onze faixas, posso levemente dizer que a quarta ''Hunting Humans'' é a minha favorita, a mais transcendente e louca de todo este trabalho!!!
''Trading Pieces'' é praticamente uma obrigação para quem gosta de Brutal Death Metal, um verdadeiro Must!!!




Demo, Cassete Limitada a 500 Exemplares!

Aqui não há margem para erro, NS Black Metal! Sem qualquer dúvida, quer pela Cover, quer pelos aspectos líricos.
Jerusolima Est Perdita, ou em Português, ''Jerusalém está Perdido'' é um projecto sem grandes lançamentos... Têm uma primeira Demo, que cheguei a ouvir em Mp3 e com uma qualidade bastante fraca... Depois um Split, com uma banda que de nada tem de aspecto NSBM, e por último este ''Marsch der Kolonne'', lançado em 2003! Apesar do histórico da banda não ser o mais extenso ou famoso, esta Demo podia bem falar por si... É sem dúvida o melhor trabalho da banda!

Apesar da irregularidade dos temas, alguns deles parecem pertencer a diferentes tempos e gravações... A Banda associa sem medo e com orgulho enormes referencias da Alemanha Nazi, embora poucas as passagens, contam com alguns largos e extensos cânticos daquela época de aspecto social. É assim as introduções de alguns temas, que passado pouco mais que minuto e meio, rasgam-se para um Black Metal ao mais natural possível.
O melhor tema por entre os seis, é ''Zurück in den Nebel II'', uma incrível presença de guitarra, com um baixo que é simplesmente fantástico!!! O Baixo mostra-se cedo, e é ele que faz grande parte da melodia, acabando por ter vontade própria por toda a faixa... Nesta mesma composição distante, mas sempre alinhada à guitarra, permanece pelo resto das faixas! A bateria desilude um pouco... Eu não posso afirmar, mas tenho a impressão que é mesmo uma bateria programada, a chamada ''Drum Machine'', ou qualquer outro programa... Mas não excluo a hipótese de ser 'real'... Uma coisa é certa, é simples e monótona, em mais do que uma faixa... Mantendo a mesma direcção em todo o álbum, uma vez de forma rápida, ou lenta, mas em constante simplicidade!
São praticamente 25 minutos de Boa música, não extraordinariamente boa, mas nada que não mereça ser ouvido!
Não sei até que ponto, a gravação do disco foi feita, se de forma continua, ou com faixas mais antigas e já gravadas... Mas de um álbum que nos habitua a um ritmo singular, lento, e organizado, é nos dois últimos temas ''Rivers of Blood'' e ''Hall of the Blind'' que se nota maior agressividade, e nem parecem pertencer a este lançamento!!! Talvez por vontade própria, ou por junção, é nestas faixas que melhor entoa a voz, e a bateria parece ''acordar'' e desempenhar um papel mais 'activo'!
Os Jerusolima Est Perdita terminaram a carreira pouco depois deste lançamento (Segundo me parece), e definitivamente não foi por falta de qualidade, mas de qualquer maneira, sobram-nos este marco, que para mim foi o melhor produzido pela banda!




Versão em Cassete. Tiragem sem Limite.

Thallium, projecto que provém do Brasil, mas com um enorme espírito Europeu! Este lançamento foi um dos mais recentes que comprei, mas que já tem uns bons meses...! Ainda tentei encontrar a versão em CD, mas não consegui, e acabei com a versão em Cassete... O que não perde em qualidade, mas reduz a rodagem no leitor... Pois está aqui um excelente trabalho! Saiu em 2002, e foi o segundo trabalho lançado!

Thallium representa e bem, um Black Metal cansado, velho e triste, envolvido à força num ambiente pagão, misturando pequenas melodias que conseguem atingir o objectivo... Uma influencia Europeia, sem tirar nem pôr!
De longe aclamar NSBM a este lançamento, apesar que há quem o faça, eu não o vou dizer... Hoje em dia, as semelhanças entre Pagan/Celtic Black Metal e NSBM parecem cada vez menores... Mas é bom que haja diferenças, mesmo que o responsável pelo projecto apoie as frentes Nacionais Europeias, a nível lírico não se pode equiparar a NSBM! Logo, o que o artista pensa pessoalmente ou não, é irrelevante, visto que -Pelo menos neste lançamento- não demonstra nenhum lado politico!
Tenho uma certa pena por só ter este trabalho de Thallium, a música segue sempre um ritmo lento, intenso e com ritmos muito parecidos, principalmente na guitarra! A faixa ''...Mudered By the Time'' é daquelas que nos dá vontade de ouvir, e ouvir, e ouvir... Durante todo o dia... É-me familiar, porém não me entra no ouvido...
As outras faixas como por exemplo ''Werewolf Stormtroop'' seguem o mesmo ritmo, um pouco lentas no inicio, mas acabam por se revelar extremamente melódicas já a meios do fim... Muito por culpa da guitarra, que marca os temas do inicio ao fim! A bateria, presente mas sempre na mesma linha rítmica e sem grandes alterações...
Já a primeira vez que ouvi este álbum, reparei que não se notava o baixo... E na verdade não se nota, porque não existe! O que não é nem estranho nem raro, mas não deixa de ser uma nota extra. Não negativa, não positiva, e muito menos diferente... Apenas uma indicação!
Não sei como será a versão em CD, mas no caso da Tape, a tiragem foi profissional e apesar que merecia uma artcover diferente... Para se encaixar mais no âmbito e não reduzir à resolução natural do design original!
Tanto o primeiro como o último tema são instrumentais, ambos baseados no teclado. A primeira, numa presença oculta e misteriosa, a última, embrulhada num nevoeiro que se retira lentamente, em despedida...
Fico à espera, de poder arranjar futuramente mais lançamentos deste projecto, pois por este ''A Howling From a Thousand Years'' curiosidade para mais não falta...!