

Split, Cassete Limitada a 150 Exemplares!
All the Cold e Mordheim juntam-se para criarem o primeiro Split de ambos os projectos, o extremamente limitado ''Possessed by Madness''.
Este Split é basicamente composto por temas dos All the Cold, visto que das 7 faixas, apenas duas pertencem aos Franceses Mordheim.
Lançado no final do ano de 2008, ''Possessed by Madness'' é uma boa mistura... Mistura os primórdios dos All the Cold, que apesar de ainda não terem anos e anos no activo, dá para ver pela quantidade de lançamentos que a banda não tem andado se não para a frente. Criando um som já muito próprio da Rússia, com algumas modificações..! Pela parte de Mordheim, tal como a nacionalidade indica, Black Metal Underground Francês.
Apesar da diferença atmosférica, ambas as bandas se aproximam muito da mesma mensagem... Desolação, Desespero, e Tristeza, são as três grandes faces deste lançamento. Com a incrível passagem gelada dos All the Cold, com temas longincuos e obscuros, envolvidos numa tremenda loucura de solidão. Escapa-me agora, talvez o melhor tema presente; ''I am Dead'', correspondente à quarta faixa, por entre uma introdução e finalização já bem habitual por projectos também relacionados com o ambiental e a influencia electrónico-experimental! Os Russos nestes temas dão uma larga importância à guitarra e música de fundo, fundindo assim um ambiente muito afastado da realidade... Sem dúvida são eles que dão sentido à 'Madness'. All the Cold consegue um som que sem dúvida completa todos e quaisquer requisitos para que este seja um bom trabalho... No entanto, a qualidade por si, isto é, a nível de áudio, poderia ser um pouco melhor... Visto que a diferença de som entre as bandas ainda é 'bastante' notável...
Na minha opinião, são os Mordheim que acabam por levar a melhor, embora numa vertente um pouco diferente... Ambas as bandas conseguem uma sonoridade 'quase' depressiva, digo quase, porque não sinto o 'desespero' na sua fase mais pura, mas se chegam a tentar forçar esse degrau? Acho que sim, um pouco por aí...
Apesar de Mordheim só contar com duas faixas, são dois temas que musicalmente têm uma compostura mais 'adulta', mais completa e até com uma qualidade de som superior! Tanto All the Cold como Mordheim tentam uma abordagem melódica de vez enquanto, mas são também os franceses que a atingem na perfeição, e conseguem não abusar da dose, distribuindo-a de forma a encaixar nos momentos mais apropriados. Curiosamente a segunda faixa de Mordheim, e também a última do Split, chama-se ''All the Cold'', e tem uma introdução simplesmente magnifica... Faço desta, não só a minha faixa favorita de Mordheim, mas como de todo o Split.
Artcover muito simples, e lançamento muito limitado... Uma excelente passagem de Black Metal Europeu, que não deve ser deixada de lado...
All the Cold (Rússia) & Mordheim (França) - Possessed by Madness [2008]
Holocausto Canibal (Portugal) - Gonorreia Visceral [2000]






EP, Versão normal, em CD!
O marco da minha primeira experiência com o Gore! Mais tarde que a data original do lançamento claro, mas mesmo assim este trabalho é inadequado a qualquer comparação com determinado ano ou época... É Gore, e o Gore é sempre o mesmo!
Apesar de Holocausto Canibal ser um projecto bastante respeitado no estrangeiro, e é um Must Have para todos os amantes do Gore por esse globo fora, em Portugal acaba por não ser levado muito a sério... Mas também, pergunto isto em geral, desde quando o Gore é levado a sério?! É mesmo por aí... Acho que dificilmente é levado a sério. Mas também não é extremamente difícil de entender, depende da linhagem de cada um...! Ainda me lembro de percorrer algumas lojas mais conhecidas no meio Underground em busca de mais lançamentos da banda, e simplesmente ninguém os conhecia... O que é estranho...
'Gonorreia Visceral' foi o primeiro trabalho a sério dos Portugueses, um EP literalmente cheio de sangue. Agora e hoje, depois de termos uma carrada de lançamentos disponíveis, podemos facilmente dizer que este álbum é muito, mas muito 'inicial'... Com isto dizer, que tirando a fantástica mão artística do álbum, a música em si, ainda é muito verde. Mesmo para um lançamento 'Gore'. O conceito é de certa forma exprimido, mas falta-lhe mais vontade... Como se o que fizessem fosse algo ''único'', o que não é... Mas trata-se de um EP, e logo o primeiro, suponho que lhes devemos dar um pequeno desconto!
Com 8 faixas, e quase 20 minutos, é difícil de dizer qual o grande momento do disco, uma vez que há imensas semelhanças ao longo do mesmo! Para avaliar Holocausto Canibal, este não é definitivamente o melhor exemplo, porém é precisamente o primeiro, e tem a sua qualidade.
Continua a ser um excelente marco no Gore, e de certa forma, um pouco raro... Pelo menos na altura, não foi propriamente fácil encontrar uma versão 'decente' do mesmo.
Deeds of Flesh (USA) - Trading Pieces [1996]






Versão normal, em CD!
Este é o meu disco favorito de Brutal Death Metal... Talvez porque realmente é bom, ou talvez por nostalgia e significado que tem...
Foi também o primeiro que ouvi, e repeti a dose enumeras vezes... Talvez seja mesmo por isso que o considero o meu favorito... Mas hoje e agora, ouvindo muitas outras coisas, e já com uns largos anos passados, continuo a reconhecer o quão bom este lançamento é... Não falo da banda em si, mas mais precisamente deste ''Trading Pieces''!
Vi-o à venda em inícios de 2000, e apesar de na época procurar por entre os lançamentos mais recentes, este curiosamente estava numa secção esquecido, poeirento e já com um pouco do plástico que o cobria rasgado... Um verdadeiro renegado da Fnac!!!
Larguei as novidades (Que nem eram assim muitas), e decidi ficar com este lançamento, que por curiosidade era dos mais baratos que lá residiam (13.45€)!
Esta minha versão não é a original de 1996... Esistem mais duas versões deste Original, uma lançada em 2001 pela Unique Leader Records, esta já modificada... E existe ainda outra pela Displeased Records lançada em 2002, mantendo tudo em original, quer a qualidade do som, quer o design! E é esta última que tenho!
''Trading Pieces'' a meu ver, define tudo o que há para definir sobre Brutal Death Metal! É simplesmente rico e completo em qualquer aspecto...
Ainda com a formação inicial, voz e guitarra por Erik Lindmark, também na voz e baixo o Jacoby Kingston, e por último Joey Heaslet na bateria!
30 minutos de pura brutalidade sonora, com um som forte e com uma qualidade única e impetuosa... Uma tonalidade simplesmente incrível!
Todos os instrumentos se enquadram perfeitamente e de forma a criar uma mistura que eu simplesmente não consigo imaginar de outra forma... Um marco genial sem dúvida! Não posso adicionar muito mais, tudo está perfeito... Desde a bateria que preenche cada pedaço de ar, à guitarra com riff's combinados... Um baixo que bem lá no fundo, acompanha tudo, de longe, mas nunca ausente... As vozes que variam e criam um ambiente simplesmente pesado, louco, carnívoro... Letras que a acompanham extremamente bem!!!
Num total de onze faixas, posso levemente dizer que a quarta ''Hunting Humans'' é a minha favorita, a mais transcendente e louca de todo este trabalho!!!
''Trading Pieces'' é praticamente uma obrigação para quem gosta de Brutal Death Metal, um verdadeiro Must!!!
Jerusolima Est Perdita (Alemanha) - Marsch der Kolonne [2003]


Demo, Cassete Limitada a 500 Exemplares!
Aqui não há margem para erro, NS Black Metal! Sem qualquer dúvida, quer pela Cover, quer pelos aspectos líricos.
Jerusolima Est Perdita, ou em Português, ''Jerusalém está Perdido'' é um projecto sem grandes lançamentos... Têm uma primeira Demo, que cheguei a ouvir em Mp3 e com uma qualidade bastante fraca... Depois um Split, com uma banda que de nada tem de aspecto NSBM, e por último este ''Marsch der Kolonne'', lançado em 2003! Apesar do histórico da banda não ser o mais extenso ou famoso, esta Demo podia bem falar por si... É sem dúvida o melhor trabalho da banda!
Apesar da irregularidade dos temas, alguns deles parecem pertencer a diferentes tempos e gravações... A Banda associa sem medo e com orgulho enormes referencias da Alemanha Nazi, embora poucas as passagens, contam com alguns largos e extensos cânticos daquela época de aspecto social. É assim as introduções de alguns temas, que passado pouco mais que minuto e meio, rasgam-se para um Black Metal ao mais natural possível.
O melhor tema por entre os seis, é ''Zurück in den Nebel II'', uma incrível presença de guitarra, com um baixo que é simplesmente fantástico!!! O Baixo mostra-se cedo, e é ele que faz grande parte da melodia, acabando por ter vontade própria por toda a faixa... Nesta mesma composição distante, mas sempre alinhada à guitarra, permanece pelo resto das faixas! A bateria desilude um pouco... Eu não posso afirmar, mas tenho a impressão que é mesmo uma bateria programada, a chamada ''Drum Machine'', ou qualquer outro programa... Mas não excluo a hipótese de ser 'real'... Uma coisa é certa, é simples e monótona, em mais do que uma faixa... Mantendo a mesma direcção em todo o álbum, uma vez de forma rápida, ou lenta, mas em constante simplicidade!
São praticamente 25 minutos de Boa música, não extraordinariamente boa, mas nada que não mereça ser ouvido!
Não sei até que ponto, a gravação do disco foi feita, se de forma continua, ou com faixas mais antigas e já gravadas... Mas de um álbum que nos habitua a um ritmo singular, lento, e organizado, é nos dois últimos temas ''Rivers of Blood'' e ''Hall of the Blind'' que se nota maior agressividade, e nem parecem pertencer a este lançamento!!! Talvez por vontade própria, ou por junção, é nestas faixas que melhor entoa a voz, e a bateria parece ''acordar'' e desempenhar um papel mais 'activo'!
Os Jerusolima Est Perdita terminaram a carreira pouco depois deste lançamento (Segundo me parece), e definitivamente não foi por falta de qualidade, mas de qualquer maneira, sobram-nos este marco, que para mim foi o melhor produzido pela banda!
Thallium (Brasil) - A Howling From a Thousand Years [2002]


Versão em Cassete. Tiragem sem Limite.
Thallium, projecto que provém do Brasil, mas com um enorme espírito Europeu! Este lançamento foi um dos mais recentes que comprei, mas que já tem uns bons meses...! Ainda tentei encontrar a versão em CD, mas não consegui, e acabei com a versão em Cassete... O que não perde em qualidade, mas reduz a rodagem no leitor... Pois está aqui um excelente trabalho! Saiu em 2002, e foi o segundo trabalho lançado!
Thallium representa e bem, um Black Metal cansado, velho e triste, envolvido à força num ambiente pagão, misturando pequenas melodias que conseguem atingir o objectivo... Uma influencia Europeia, sem tirar nem pôr!
De longe aclamar NSBM a este lançamento, apesar que há quem o faça, eu não o vou dizer... Hoje em dia, as semelhanças entre Pagan/Celtic Black Metal e NSBM parecem cada vez menores... Mas é bom que haja diferenças, mesmo que o responsável pelo projecto apoie as frentes Nacionais Europeias, a nível lírico não se pode equiparar a NSBM! Logo, o que o artista pensa pessoalmente ou não, é irrelevante, visto que -Pelo menos neste lançamento- não demonstra nenhum lado politico!
Tenho uma certa pena por só ter este trabalho de Thallium, a música segue sempre um ritmo lento, intenso e com ritmos muito parecidos, principalmente na guitarra! A faixa ''...Mudered By the Time'' é daquelas que nos dá vontade de ouvir, e ouvir, e ouvir... Durante todo o dia... É-me familiar, porém não me entra no ouvido...
As outras faixas como por exemplo ''Werewolf Stormtroop'' seguem o mesmo ritmo, um pouco lentas no inicio, mas acabam por se revelar extremamente melódicas já a meios do fim... Muito por culpa da guitarra, que marca os temas do inicio ao fim! A bateria, presente mas sempre na mesma linha rítmica e sem grandes alterações...
Já a primeira vez que ouvi este álbum, reparei que não se notava o baixo... E na verdade não se nota, porque não existe! O que não é nem estranho nem raro, mas não deixa de ser uma nota extra. Não negativa, não positiva, e muito menos diferente... Apenas uma indicação!
Não sei como será a versão em CD, mas no caso da Tape, a tiragem foi profissional e apesar que merecia uma artcover diferente... Para se encaixar mais no âmbito e não reduzir à resolução natural do design original!
Tanto o primeiro como o último tema são instrumentais, ambos baseados no teclado. A primeira, numa presença oculta e misteriosa, a última, embrulhada num nevoeiro que se retira lentamente, em despedida...
Fico à espera, de poder arranjar futuramente mais lançamentos deste projecto, pois por este ''A Howling From a Thousand Years'' curiosidade para mais não falta...!
Viingrid (Portugal) - Live Warmageddon [2003]

Demo, Cassete Limitada a 300 exemplares!
Uma das primeiras demos que me chegou às mãos, das mais antigas que posso pensar da minha colecção... Este trabalho foi primordialmente lançado em 2002 através de CDr, sistema que realmente não me agrada nada... A versão em Cassete saiu um ano depois, em 2003 pela Pesttod Records!
Um pouco por curiosidade, e também um pouco pela falta de diversificação e conhecimento que na altura existia na minha pessoa, acabei por comprar esta Demo! Não é que esteja totalmente arrependido...
Tecnicamente ''Live Warmageddon'' representa mesmo 'Live'... Ou seja, música ao Vivo... Tendo em conta que este lançamento foi o primeiro da banda, decidiram iniciar-se por um concerto ao vivo... Têm o seu mérito, pois sem dúvida não existe qualquer tratamento nas faixas, como ajustes ou efeitos especiais... É cru e puro... Pena é que o som é uma valente merda!!!
Acho piada ao final de cada faixa, o pessoal a bater palmas... Eu quase que consigo contar as pessoas que lá estavam pelos aplausos... Umas cinco ou seis... É que realmente não estou a ver este concerto a acontecer num sitio em especial, provavelmente acabou por ser numa cave qualquer ou garagem de um conhecido!!!
Eu realmente gostava de poder julgar a qualidade dos temas, mas é um pouco impossível, visto que a qualidade de gravação ao vivo é de facto má... Não se trata de ser mais ou menos intensa, qualidade é qualidade... E pelo que consigo ouvir, e ouvi-a várias vezes, destaca-se a voz, sem dúvida, forte e com alguma qualidade. A bateria é do mais simplório que existe, é praticamente a mesma em todas as faixas, com o mesmo ritmo e com a mesma vontade... Torna-se complicado destinguir faixa a faixa uma vez que se começa a ouvir, não pela repetição ou similaridades entre os temas, é mesmo porque no total é uma performance de quase vinte minutos... Com sete faixas!
Não se espera muito menos num concerto, pois os concertos são mesmo feitos para a banda ir treinando e ajustar o som... Mas daí a gravar o som ao vivo, é como fazer um trabalho e lança-lo à força no mercado... Neste caso, na 'cena'! Acaba por ser um bom marco para a banda, mas perdem praticamente todo o valor na qualidade da gravação... Seria preferível gravarem estes mesmos temas, em estúdio, nem que isso demorasse mais tempo!
A verdade é que Viingrid tem alguma qualidade e talento, mas muito mal aproveitado, e definitivamente mal gerido! Acabam por ter um ou outro 'bom' momento, que na verdade é mais um 'menos mau' momento, gerando uma certa continuidade... Mas definitivamente a terrível qualidade permanece... Tenho de lhes dar um desconto; Banda super Underground + Gravação Amadora... Mas ainda assim, conseguiram um bom lançamento, e acredito que tenham estado com uma boa performance no Show, ainda para mais em 2002... Todos sabemos como a 'cena' é hoje em dia, que fará em 2002!!!
Não há mesmo muito que se possa aproveitar deste lançamento, nem mesmo a Cover de Enthroned... Enfim, um lançamento muito fraco, que podia ter saído muito, mas muito melhor!
Fleshbomb (Rússia) - At the First Stage of Perversion [2008]






Versão Re-Lançada em 2008, em CD!
Este trabalho foi originalmente lançado em 2005, e já nessa altura estava bastante interessado, mas a capa era extremamente ranhosa, para além de ser difícil de o encontrar por aí... Portanto fiquei de pé atrás! Entretanto esqueci-me completamente dos Fleshbomb, e eis que passado uns anos, recebo por Newslatter de uma distribuidora o suposto lançamento ''Fleshbomb - At the First Stage of Perversion'' com o ano referente a 2008. Fui pesquisar e descobri que este mesmo original, foi re-lançado em 2008 com dois temas extra e ainda um vídeo!!! Foi mesmo aí que reservei o meu exemplar, e de nada estou arrependido!!!
Apesar que esta actual capa não é muito melhor, sempre tem mais piada... Digo eu...!
A nível de som, é Brutal Death... Não há muito mais a dizer! É replecto de brutalidade do inicio ao fim, e claro, como não podiam faltar, algumas faixas com excertos de filmes de terror, onde praticamente se houve uma matança levada à banalidade! Realmente Fleshbomb não tem nada de novo para oferecer, para além do entretenimento que é, e de excelente qualidade para quem gosta de Brutal Death! São 35 minutos que passam extremamente rápidos, a qualidade de som é mesmo muito boa, e agradavel de ouvir! De longe aquele som fechado ou simplesmente fora de época! Um pouco complexo, mas de longe técnico, e sempre, mas sempre com uma enorme agressividade do inicio ao fim!
Quanto aos extras, existe o vídeo, que é apenas um clip com misturas de actuações, e dois temas, um delas uma Cover de Mortician, e pelo que tenho ouvido, é sem dúvida uma das melhores representações deste tema. Fazendo assim um total de 11 faixas, com extrema dedicação à brutalidade!!! Um Must para os fãs de Brutal Death, onde a parte 'Brutal' está bem presente, e no fundo é o que realmente interessa.
5:45 (Alemanha) - Notwehr [2008]




Versão normal, em CD!
Black Metal Nacional Socialista, e neste caso, bem mais do que música!!! Esta categoria de Black Metal, denominada de NSBM, não é mesmo para todos os gostos... Não pela música, mas pela ideologia politica contida na mesma!
Para muitos fãs, é inadmissível qualquer referencia politica no Black Metal, o que faz deles automaticamente pessoas limitadas, mas não estou aqui para falar desses sujeitos, mas sim deste disco!
5:45 são Alemães (Não por coincidência), e ''Notwehr'' é um álbum extremamente acessivél, e acabará por ser uma boa surpresa para quem nunca ouviu NSBM! É também o segundo trabalho da banda, tendo apenas uma Demo anterior, da qual foram aproveitadas duas faixas, a ''Der Mord'' e ''Holodreams''. Não só aproveitadas, mas como um pouco modificadas, para melhorar a qualidade de som, de forma a acentuar niveladamente no novo material.
''Notwehr'' começa com verdadeiros cânticos que fazem lembrar um pouco uma vertente Folk e mais tradicional... Não pelas vozes, mas pela guitarra, que actua com um espírito de glória por entre melodias que quase se parecem populares! Uma vertente muito, mas muito rápida e curta, que se manifesta maioritariamente nas duas primeiras faixas!
A bateria quase não se nota, apesar de existir é simplesmente banal de mais, para se notar! As vozes aumentam de tonalidade, inicialmente profundas e vagas, a meio passam a ser gritos de honra e orgulho, a bateria passa a acompanhar-se, fazendo-se notar. Agora com uma maior irregularidade, mais apressada e rítmica, é a bateria que marca a grande presença no álbum, a guitarra torna-se como música de fundo, acompanhando pequenas distorções aqui e ali... A voz, já no fim, é intensa, e entoa, mesmo quando menos se espera!!! Já no final, sente-se uma pequena intensificação e nervoso miudinho, pela total instabilidade da guitarra, e da voz extremamente exagerada, que continua a entoar, mas em plenos sons curtos e repetitivos...
Praticamente 35 minutos de Black Metal imprevisível, com 11 temas mas de longe improvisados! Rápido, porém não o suficiente para ser intenso, mas principalmente com um entoar de supremacia! Como já era pretendido e esperado.
Resumindo, ''Notwehr'' começa definitivamente com calma e glória, terminando com ódio e uma inconformidade enorme!!!
Dou especial atenção para a falha das letras dos temas... Seriam interessantes! As Art-Covers estão bastante interessantes, e captam bem a essencia do lançamento. Uma força enorme, mantida numa estabilidade e serenidade que pode e vai romper a qualquer momento!
BlackWinds (Suécia) - Origin [2008]





Versão normal, em CD!
BlackWinds... Um dos meus primeiros álbuns de 2008, e que grande lançamento...!
Bem, passemos ao que interessa! Supostamente, este lançamento está limitado a 666 Exmplares... No entanto, esta minha versão não vem numerada de nenhuma maneira... Para além de que consta nos registos, que ''Origin'' foi lançado pela ''Bloodstone / Regain''... No entanto, não vejo essa informação no meu disco... Vejo sim, como até está presente, a marca da ''Nightmare Productions''... O que possivelmente indica que lançaram este disco, de forma continua, sem qualquer limite de cópias. No entanto esta minha versão de longe está de ser um CDr, impossível com tamanha qualidade! Por isso posso mesmo afirmar que a Nightmare Productions teve também a sua versão de lançamento! Que de nada muda, as faixas continuam as mesmas, já o interior, como no caso do booklet, não posso afirmar se existem diferenças...
Lançado em Março de 2008, ''Origin'' junta as três faixas do LP ''The Black Wraiths Ascend'', que foi o primeiro trabalho da banda Sueca, para além de adicionar mais quatro faixas nunca editadas. No mesmo ano, Lançam também ''Flesh Inferno'', em Maio desse mesmo ano... Ou seja, os temas deste álbum ''Origins'' são tudo trabalhos já praticamente feitos pela banda, e foi só lançar! O que não é mau de todo, muito pelo contrário. Este é o único álbum que tenho de BlackWinds, e está tão bom, que até tenho medo de me desiludir com o seu sucessor e já a cima referido ''Flesh Inferno''!
Passando a aspectos internos, o que tenho a mencionar vai ser um pouco breve... São praticamente 40 minutos de puro Black Metal! Sem tirar nem pôr! Não existe outra forma de eu poder descrever este trabalho! Não existem estereótipos ou outros aspectos que interfiram na catgoria, se há algo como 100% Black Metal, os BlackWinds sabem perfeitamente como representa-lo! Neste ''Origins'' claro, pois é o único que tenho!
Uma extrema recomendação para qualquer fã de Black Metal!
Ophiolatry (Brasil) - Anti-Evangelistic Process [2002]






Versão normal, em CD!
A lista continua, desta vez com os brasileiros Ophiolatry! Apesar de ser o único disco que tenho deles, também me parece que seja o melhor! Brutal Death Metal do Brazil, e aproveito para seguir a linhagem, porque tal como o meu último post, estes também apresentam um som numa linha de raíz Latino-Americana! Não muito distinto, tirando a primeira faixa que também serve de introdução, onde mostram uma atitude ritualística e tribal, típica raíz desses países.
Mas de longe definir Ophiolatry pela primeira faixa... A banda corre num Brutal Death Metal, com grande qualidade! Este lançamento está avaliado em qualquer coisa como 60 e tal Dollars no famoso site Amazon... Curiosamente esta versão de 2002, foi mais tarde substituída por um re-lançamento em 2009, o que não posso afirmar em grande detalhe! No entanto, dúvido que tenham mudado alguma coisa, simplesmente não foram impressas cópias suficientes e o re-lançamento foi uma boa alternativa, ficando assim a versão original e de 2002, num estado Raro e de coleccionador. Mais uma vez, aconteceu o que está constantemente a acontecer, subestimam a boa qualidade das bandas, e mais tarde estas mesmas ganham valor, e a procura aumenta!
Um Brutal Death bem acentuado, sem irem aos extremos do Grind, ou mesmo do Gore... Puro Brutal Death, cru e sem rodeios nas letras, extremamente blasfémico e anti-religioso de forma directa! Apesar das letras básicas, são bem congestionadas com a música, o que lhes dão um certo valor rítmico! O que nem sempre acontece com lançamentos de muitas outras bandas tão ou menos conhecidas. São ao todo 11 temas de pura brutalidade constante, e nada repetitivo! Muito pouco melódico, embora as guitarras trabalhem no seu melhor, quer de forma agressiva do inicio ao fim e ainda com uns riffs muito aleatórios e rápidos, em constante sintonia com uma bateria que não dá descanso! Uma maior tonalidade relativa ao baixo, e não se perdia nada... Mas nada é perfeito, e nem este ''Anti-Evangelistic Process'' passa por excelência, é simplesmente decente, e verdadeiramente Brutal Death Metal, com uma qualidade de som muito boa!
Recomendado a todos que gostam de Brutal Death, os Ophiolatry conseguem ter uma presença extremamente forte, e o único ponto negativo é mesmo a duração dos temas, que rondam entre dois a três minutos... Fazendo do tempo total cerca de 30 minutos, o que é muito pouco... Daí a grande variedade de som tornando-o repentinoso e imprevisível! Apesar de tudo, não confundir com nada relativo a Grind, pois definitivamente nada tem a ver com o som destes brasileiros!!!